quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Capítulo 8: Tragédia por perto! (Parte III)

-As ilhas, em um desenho, formam um vulcão, e até os rios parecem ter vindo da boca do vulcão...
-Então é isso... – Lucas perdeu a força no tom da voz.
-O quê? – Todos perguntavam ao mesmo tempo.
-Esse é o futuro da ilha. Entrar em erupção... E não falta muito tempo.
-Onde vocês estão – Perguntou Ivo através do rádio.
-Estamos, em uma casa que mais parece um templo...
-Então vocês dev... est... per... d... – A comunicação pareceu estar cortando. Até que tudo ficou mudo. Agora eram só eles novamente.
Então, mais uma vez, se acomodaram ali. Passaram o restante da tarde e a noite lá, naquele templo. A noite foi rápida.
No outro dias, perceberam que estavam muito atrasados. Precisavam andar e correr muito. Após cada 5 minutos, corriam para acelerar o passo. Lucas, mesmo andando, lia o diário de Karl, enquanto os outros conversavam. Até que alguém reclamou:
-Aff, tô cansado!-Disse Henrique.
-É o que eu diga-Disse Sthefany.
-Vamos descansar um pouco-Disse Jeroan.
-Enquanto isso, quero ler uma coisa aqui para vocês que eu encontrei-Disse Lucas-Escutem só:
Essa ilha é maldita. Agora tenho certeza. Desde que lutamos contra aqueles nativos, estou vendo quase todo o dia, uma névoa amarela brilhante. Não sei, mas toda a vez que entro nela, começo a ver ilusões!”
-Quer dizer que ele viu também?! - Assustou-se Henrique.
-Sim, mas deixa eu terminar de ler – Lucas continua:
Nós fizemos uma expedição ao vulcão e lá, encontramos cavernas e lá achamos o que o comandante queria: Muito ouro e pedras preciosas. Mas, também encontrei algo misterioso, haviam desenhos nas paredes daquela caverna. Muitos desenhos dos nativos. Mas, não importa mais, Finalmente vou poder sair desta ilha ilusionista!”
Lucas limpou seus óculos e tornou a falar:
-O que isso quer dizer é: Com a invasão da expedição de Karl para ilha do arquipélago, os nativos enfureceram e de alguma maneira, rogaram uma praga para os que estavam invadindo, no caso, a névoa da ilusão. Só que, como consequência desse ato, a ilha afundou ao mar.
-Mas, porque ela voltou só agora – Perguntou Thaynara curiosa.
-Por causa de nós. A gente tem alguma ligação com a ilha, por isso que ela só reapareceu agora - Essa dedução deixou todos muito apavorados. A ligação era muito forte e qualquer coisa poderia acontecer ali. Todo cuidado era pouco. O som não estava presente naquele momento, exceto, o ruído da floresta. Até que algo se manifestou repentinamente. Passos, do outro lado da mata. Todos rapidamente se esconderam. Mas os passos não paravam: Havia algo ali. Após muito tempo, Henrique resolveu espiar para descobrir o que era aquilo. Os corações de todos pareciam querer sair pela garganta.
Até que escutaram um suspiro de alívio vindo de Henrique. Ele exclamou:
-É só o Alexandre!-Todos também se aliviaram. Saíram dos lugares onde se escondiam e pararam mediante a paisagem que observaram. Era um penhasco dividido por um rio que passava por ele formando uma cachoeira, e assim, uma imensa cratera. Todos arregalaram seus olhos admirados. Nunca tinham visto coisa mais linda. Alexandre não estava nem um pouco ligando para aquela “melação toda”. Deu de ombros e começou a caminhar. Lucas percebeu aquela reação e tentou pará-lo a um apelo desesperado:
-Alexandre, por favor, nos ajude, estamos há quase cinco dias perdidos no meio desta mata e você fica aí, parado olhando a gente com uma cara de limão azedo.
-Vá se danar!
Lucas pareceu querer explodir naquele momento. Detestava pessoas que não davam atenção a ele. Não segurou a boca. Abriu-a e disse tudo que Alexandre merecia ouvir naquele momento:
-Ah, claro! Eu havia me esquecido! Você é só um garoto chato, egoísta e egocêntrico que só pensa em si mesmo! Você não é sensível aos problemas dos outros! É um idiota que não liga para ninguém e não é sensível a nada! Nem sei por que veio a esta excursão. Com certeza só veio participar de uma competição idiota além de desprezar muito as pessoas! VOCÊ É UM COMPLETO IMBECIL!-Todos ficaram olhando admirados à atitude de Lucas. Ele realmente disse tudo o que pensa. Mas, ninguém percebeu a atitude de Alexandre. Após ouvir isto, o garoto ficou vermelho de raiva e também não segurou, correu a Lucas e pulou em cima dele juntamente com um soco em sua barriga. Os dois rolaram o penhasco a baixo e Alexandre caiu primeiro. Lucas ainda conseguiu segurar em uma raiz. Todos se assustaram, e não pensaram duas vezes, correram até o penhasco para socorrer o amigo. Encontraram-no lutando para se salvar. Jeroan rapidamente retirou seu cinto e colocou-o próximo a Lucas para que ele o segurasse. Lucas tentou segurá-lo, mas estava muito abaixo para alcançá-lo. Após muito esforço, deu-se como um garoto à beira da morte. Ele então, falou com muita expectativa aos amigos, suas últimas palavras:
-É, vejo que não dá para continuar. Eu vou cair. Por favor, me prometam que vocês vão continuar a procurar uma saída e não vão desistir, certo? Adeus - Lucas se solta. Um intervalo em silêncio foi a reação imediata ao ocorrido. Aquilo havia deixado todos que observaram aquele fato, muito abalados. Frustrados, todos caíram por terra e lamentaram por muito tempo. Perderam alguém importante. Trielle era a única que não consentia. Estava somente com a cabeça baixa. Ela, vendo aquele desespero todo, encorajou os amigos:
-Parem de se lamentar! - Gritou ela – Lucas disse que a gente deveria continuar de onde ele parou! Eu não vou chorar desesperada, vou obedecer a ele e terminar isso.
Todos olharam para a amiga, ela estava tão mudada, estava mais madura, pois nunca tinham visto aquela atitude vindo da parte dela, mais percebida por Henrique e Jeroan que se orgulharam dela e disseram:
-Sim, Lucas queria isso. Então vamos conseguir para ele. Vamos resolver esse mistério!-Disse Jeroan convencido.
O grupo, apesar de confiante, saiu de perto do penhasco muito abalado. Será que Lucas realmente morreu? Não se sabe. Mas, estavam certos de uma coisa: Eles iriam conseguir chegar ao campeonato de ciclismo o mais rápido possível. Alexandre caiu com seus pertences. Lucas caiu, mas deixou as coisas dele quando ele as largou no momento em que Alexandre atirou-se contra o garoto. Trielle, Jeroan e Henrique estavam fervendo. Por culpa de Alexandre, perderam seu melhor amigo. O que seria do Grupo Fantástico sem Lucas? Não era um momento próprio para pensar. Concluíram afinal que deveriam atravessar o penhasco a pé. Por sorte, já haviam instalado uma ponte e isso evitaria um novo acidente. Para facilitar o trabalho, Henrique ficou de olhar o mapa enquanto Jeroan ficava à frente da fila com a bússola dele. Com certa dificuldade, eles localizaram-se e perceberam que estavam muito perto da Competição, no máximo, mais um dia de caminhada. Isso reanimou o grupo a levantar a cabeça. No meio da floresta densa, todos andavam silenciosamente, até que Jeroan parou no tempo engarrafando o grupo atrás.
-Jeroan, nunca mais faça isso!-Reclamou Sthefany.
-Calma, me escutem! Vocês ouviram isso?-Todos balançaram a cabeça em um sinal negativo. Até que então, um rugido se manifestou, desta vez de longe. Todos se assustaram, mas se acalmaram, pois o som vinha de longe e estavam a um passo de encontrar o Campeonato. Então, prosseguiram sem problemas. Após certo tempo, pararam para descansar. O luto se mostrou rígido, pois ninguém sequer falava uma palavra. Alguns tinha o silêncio com respeito ao companheiro perdido, outros, por alguns motivos em que era preferível, ficar em silêncio. Então, sem pronunciar qualquer palavra, os jovens deitaram-se e dormiram em silêncio. Mas dúvidas percorriam as suas mentes. Como iriam informar esta notícia ao restante do grupo? Como iriam contar a notícia a seus pais? Mas isso seria obra do destino. O que os consolava era que a jornada cansativa iria acabar amanhã.

sábado, 27 de agosto de 2011

Desculpas...

Gente eu não estou postando dia após dia, como antes, por que está faltando alguns capítulos, e estou esperando Lucas me dá algumas folhas, para u passa para a pasto do PC e postar para vcs, mas enquanto isso eu vou demorar alguns apítulosok?
Deculpa!

Capítulo 8: Tragédia por perto! (Parte II)

-Vocês não vão acreditar no que eu encontrei - Ele então retira do bolso de sua bermuda, duas coisas impressionantes: Um topázio brilhante triangular e um rádio comunicador. Todos correram até ele bem felizes. Todos começaram a falar sem controle até que Lucas olhou para Trelle que também estava calada e fez um sinal positivo com a cabeça tapando seu ouvidos:
-Silêncio!-Ela deu um grito agudo que amenizou a conversa. Lucas aproveitou para falar:
-Agora diga como você conseguiu isso.
-Eu tava andando pela floresta. Quando eu vi um pequeno riacho, e quando vi por dentro de tal, um lindo topázio estava ao chão. Peguei rápido. Mas quando eu olhei para frente, eu vi marcas de arranhões nas árvores e pedaços de roupas manchadas de sangue e em cima das roupas esse rádio. Corri o mais rápido.
Lucas ficou um tempo a pensar, quando Caio chegou a uma conclusão:
-Acho que aquelas roupas e sangue deviam ser de alguém que estava na ilha, procurando algo.
-Sim – Lucas concordou – Mas, se ele provavelmente morreu? Por que nem nós e nem outros que andaram por aqui morreram?
-Deve ser por isto – Disse Thaynara apontando à pedra – Se ele encontrou a pedra perto do sangue, a pessoa que estava com a pedra deve ter sido atacada por alguma coisa. Ou até morrido.
-Pois então, corremos perigo – Disse Trielle – George disse que havia um local no mapa que nós não devíamos ir. Deve ser este que estamos agora.
-Isso. Então, eu concluo que se esta pessoa que foi atacada devia estar desvendando o mistério também. Isso está escrito no livro, inclusive em uma parte que dizia que o futuro na ilha está nos olhos das aves sobre as ilhas...
-O que isso quer dizer? – Stefany perguntou.
-Pensem, o que é a visão das aves? – Perguntou Lucas, também sem entender.
-É a visão de lá de cima – Respondeu Caio – Então é isso mesmo, o futuro da ilha está na visão de cima, ou melhor, um mapa...
-Mas não um mapa da ilha, um mapa do arquipélago – Lucas completou – A gente não tem esse mapa. Voltando ao assunto do sangue. Com certeza, a tal pessoa devia estar descobrindo isso. E, quando entrou no local proibido, acabou sendo atacada. Ou seja, nós, podemos morrer aqui também – Todos ficaram em silêncio. Essas palavras só aumentaram o temor dos garotos. Agora corriam perigo. Lucas então retomou a palavra – É melhor a gente esperar a chuva passar para ver se conseguimos falar com alguém, certo?
Todos concordaram. Se puseram a deitar e esperar a chuva passar. Tudo parecia monótono. Nenhuma diversão. Só tédio, principalmente para adolescentes como eles. O que fariam? A única alternativa era conversar. Sim, um jogo de conhecimento. Iriam falar um pouco de si. Por sorteio, o primeiro foi Caio.
-Meu nome é Caio Antibes, moro em Santana do Ipanema desde pequeno. Meus pais são separados e por isso, às vezes fico meio triste. Gosto de rock e heavy metal.
-Percebe-se – Ironizou Lucas – Olha, já entra em contato com Henrique que gosta de metal e tem pais separados também. Agora você passa a vez.
-Trielle.
-Ok, meu nome é Trielle Trícia tenho 15-Amanhã dia 28/08/2011 faço 16 anos- anos e moro em Paulo Afonso. Sou órfã de pai e mãe, mas moro com minha vó. Fico triste as quando estou com o quinteto, me esqueço. Gosto de...
-Claudia Leitte – Interrompeu Jeroan antes de levar um cascudo na cabeça, de Trícia.
-Você gosta de Claudia Leitte, eu nem imaginava – Disse Sthefany.
-Viu, acho que todos nós temos algo em comum. Passa a vez Trielle.
-Jeroan.
-Ok. Sou um garoto que gosta de festas e danças. Minha banda preferida é Black Eyed Peas. Curto fazer desenhos e artes.
-Massa. Eu também sou uma desenhista – Gabou-se Thaynara.
-Agora é sua vez, Lucas!
-Eu?
-Tem outro aqui?
-Calma, não precisa me engolir. Calam! Meu nome é Lucas Eugênio. Sou um garoto que estudo muito. Meu hobbie é a música, e eu toco violão. Sou um garoto muito chato que chega a dar raiva. E acho amizade algo muito importante – Parou um pouco e tentou disfarçar o rosto. Jeroan, Trielle e Sandullu sabiam o motivo. Mas resolveram não falar. Jeroan logo descontraiu:
-Lucas, a chuva já passou.
-Ótimo, vamos testar o comunicador - Lucas tentou pela primeira vez, mas não obteve resultado. Tentou mais vezes até que alguém atendeu – Alguém aí?
-Lucas?! Não acredito!
-Ivo! Que bom falar com você.
-É o que eu diga. Não acredito que vocês estão bem!
-Escuta Ivo, nós não temos muito tempo, precisamos da sua ajuda...
-Claro! O que é?
-Onde você está?
-No chalé perto do litoral.
-Então deve ter um mapa por perto.
-Sim, tenho o mapa da ilha, mas...
-Não, eu quero saber do mapa do arquipélago...
Um segundo de silêncio enquanto Ivo passava algumas folhas
-Ah, temos aqui também.
-Certo agora, observe se tem algo estranho.
Ivo não entendeu a pergunta. Pensou em observar a ilha, mas não era este o problema. Foi quando aquele pensamento lhe acometeu novamente. Pensou novamente em ser um inútil que não podia ajudá-los.
-Você consegue, Ivo – Trielle disse através do comunicador.
Até que finalmente algo apareceu. O garoto procurou um caneta próxima, e rabiscou o mapa. Tudo estava óbvio agora.
-Lucas? Sabe o que há?
-Diz logo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Capítulo 8: Tragédia por perto! (Parte I)

A procura foi bem cansativa para estes três que logo terminaram. Caio ainda olhava em outra sala enquanto Trielle e Jeroan sentaram ao pé da janela para descansar. Jeroan percebeu certo olhar de decepção na face de sua amiga. Já imaginava qual seria o problema, mas perguntou:
-O que foi Trícia?
-Não nada...
-Que é isso! Pensa que não vi? Você e Caio andam se olhando-Cortou imediatamente assustando Trielle no momento, mas, que depois, resolveu assumir:
-Sim, é com ele... Eu gosto dele, mas não sei como falar isso para ele...
-Trielle... Deixa rolar. Sei que ele gosta de você pela maneira que ambos se olham. Espere e você vai conseguir o que quer!-Jeroan percebeu que Caio se aproximava do local, e inventou uma desculpa esfarrapada para Trielle e saiu rapidamente do templo pensando-É agora!
Caio se aproximava da sala onde Trielle estava. Ele estava exausto de tanto explorar o local. Viu Trielle sentada perto da Janela com um olhar fixo para um alvo qualquer e, meio corado, falou com ela:
-Trielle, s-será que posso s-sentar aí?
-Claro. Pode-Disse ela sem inclinar um centímetro do rosto. Caio percebeu também certa melancolia na voz de Trícia. Perguntou a ela qual era o incômodo:
-Trielle, você está triste? Aconteceu alguma coisa?
-Não, é que... Bem... estou preocupada.
-Com o quê.
-Nós estamos perdidos. Tenho medo de não conseguir mais voltar para casa. Tudo pode acontecer nessa ilha. Eu não consigo ter esperança em voltar-Disse ela quase chorando. Caio então pegou as suas mãos e disse em uma voz calma e animadora:
-Não se preocupe. Com persistência, tudo vai ficar bem!
-Obrigada-Trielle agradeceu bem corada pelo contato que teve com Caio. Será mesmo estar apaixonada por aquele garoto? Quem sabe? Pelo menos, o que não podia ser evitado, aconteceu. Os olhares dos dois desejavam mais do que um simples contato visual. Então, Caio, tomando iniciativa, aproximou seu rosto ao da garota. Ela não repeliu, simplesmente ficou estática perante aquele ato de carinho. O beijo era quente e saboroso para ambos e durou ainda muito tempo. Pouco longe dali, Lucas encontrou Jeroan espiando por um arbusto e perguntou:
-O que está espiando aí?
-Veja você mesmo!-Disse Jeroan em um sorriso imenso. Lucas se atreveu a olhar, e avistou o beijo apaixonante. Na sua mente não havia palavras, só imagens descontroladas e em sua face, simplesmente um sorriso otimista apareceu balbuciando algo como: Parabéns Trícia.
Não encontraram nada. A procura foi inútil, mas isso não fazia diferença. Isso entristeceu um pouco os garotos. Somente alguém não havia voltado ainda. Henrique. Ele ainda estava infiltrado naquela floresta densa. Todos esperaram um tempo dento do templo perdido. Até que viram nuvens escuras e trovões estrondosos no céu. Recolheram-se um pouco afastados da janela em um canto onde não houvesse goteiras. Ainda bem que estavam no templo. Mas, e Henrique? A preocupação subiu às cabeças de todos, até que ouviram um barulho atrás do templo. Os olhos logo se desviaram para o local do som. Então, de repente viram a imagem de alguém por meio de uma sombra. O mistério permaneceu até que ele se mostrou. Era Henrique totalmente encharcado. Um alívio imenso percorreu a todos. Nem perceberam o sorriso imenso, porém cansado do garoto. Sthefany logo percebeu:
-O que foi Henrique?

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Capítulo 7: Porta aberta. (Parte III)

A noite era silenciosa. A aldeia estava deserta. Todos os adolescentes estavam em um pleno sono profundo. Não havia quem os acordasse. Porém, em uma das cabanas, alguém acordou sem nenhum motivo: Jeroan. O garoto estava dormindo tão tranquilamente, que, sem motivo algum, acordou. O sono era grande, mas um ruído o impediu de continuar a dormir. Ouviu passos. Passos na floresta, mais precisamente. Jeroan tinha um talento incomum: Tinha um excelente ouvido. Sabia distinguir sons a alguma distância. Pensou que aquele som fosse sua imaginação, ou obra de seu sono mal-acabado. Deitou-se novamente. Não deu importância à aquele incômodo. Então, mais uma vez, o som se propagou. Desta vez, mais ruidoso. Jeroan não tinha duvidar, havia alguém, ou alguma coisa lá fora. Teve de unir muita coragem para ir lá dar uma olhada. Após alguns minutos, levantou-se de uma vez para olhar o que estava lá fora. Saiu da pequena cabana com passos lentos. Caminhou um pouco até o centro da aldeia abandonada sem escutar um só barulho. Vendo que não havia nada, pensou em voltar. Mas, ao inclinar seu rosto, pôde ver o produtor daquele ruído incomodante. Rastejava pelo chão, uma sucuri imensa, com vários metros de comprimento. Jeroan arregalou os olhos e seu coração acelerou os batimentos. As cobras eram seus maiores medo. A cobra era negra com dois olhos de cor amarelo-brilhante. Se movia lentamente. Jeroan paralisou de medo. Seu coração já estava saltando pela boca. Sabia que precisava não se mover, pois as cobras só veem coisas em movimento. Porém o seu olhar radiante o hipnotizava e o garoto não parava de tremer. Até, que, quando a cobra se moveu novamente e Jeroan não se conteve. Deu um berro o que fez a gigante sucuri saltar sobre ele!
...
-Ahh!-Gritou Jeroan. Porém, percebeu que não era mais madrugada e sim, luz do dia. Seria aquilo um pesadelo? Não saberia. Mas estava ciente de algo, seu corpo estava doído com se tivesse fraturado os ossos. Percebeu que o berro que deu acordou Sthefany, que tinha um sono leve. Rapidamente a garota correu às cabanas dos outros garotos para socorrer Jeroan. Imediatamente, levaram-no para sua cabana e lá, começaram a o interogar:
-O que houve Jeroan?-Perguntou Thaynara.
-Eu só me lembro de ter visto uma sucuri imensa com olhos amarelo brilhante. Depois, vi que ela ia me engolir, gritei e acordei no mesmo lugar onde estava naquela hora. Não sei se foi um sonho.
-Isso está ficando cada vez mais misterioso – Expôs Lucas – Que sonhos são estes que deixam marcas na vida real? O que está por trás disto? Ninguém sabia responder a esta pergunta. Bem, agora não importava. O objetivo no momento era encontrar o circuito de corrida para a competição de ciclismo. Lá encontrariam a ajuda necessária. Então, encheram seus cantis de água do pequeno riacho e a viagem prosseguiu. Henrique foi à frente desta vez, com Lucas atrás olhando para uma bússola. O papo corria solto no grupinho, até que Sthefany se incomodou e alarmou:
-Vocês escutaram isso?
-Eu não ouvi nada-Disse Thaynara.
-Shh! Escutem- A partir do momento em que o silêncio reinou, o ruído se repetiu. Um urro. Após a manifestação, uma discursão começou a se formar para resolver que som era aquele. Mas isso não importava no momento. A conversa continuava, até que o som tornou a repetir, desta vez mais perto o que assustou mais ainda os adolescentes que se puseram a correr para um lugar seguro. A velocidade do medo era incrível. Até que perceberam que estavam a céu limpo. As árvores tinham sumido, além de estarem perto do vulcão. Só que entraram na floresta novamente e mais um engarrafamento aconteceu, desta vez pela parte de Henrique. Todos murmuraram a parada repentina até que olharam e perceberam o motivo da parada. Havia uma construção enorme na frente dos jovens. Todos se levantaram e ficaram lado-a-lado um olhando para outro com uma cara de peixe morto. Então Lucas disse:
-Quem entrar primeiro, dê um passo a frente-O urro foi ouvido novamente.
-Trielle, por favor, dessa vez me diz que foi seu estômago-Disse Jeroan-Corram para dentro!-Sem questionar, todos correram até aquela enorme construção que parecia mais uma ruína. Mas, após o momento de desespero passar, resolveram explorar o local. Para a surpresa de todos, encontraram algo idêntico à construção passada: Um pilar, só que desta vez, o orifício era em um formato triangular. Então, Lucas decidiu que deveriam procurar a pedra nos arredores do “templo”. Ficando todos para procurar na floresta exceto Caio, Trielle e Jeroan que resolveram procurar por dentro do templo.

domingo, 24 de julho de 2011

Capítulo 7: Porta Aberta (Parte II)

Todos se reuniram em uma das cabanas. Lucas, muito ansioso, estava radiante. Então, aproximou a flor ao livro. O inexplicável ocorreu. A flor e o livro começaram a brilhar com uma luz dourada de incrível beleza. Quando a luz foi-se, o livro destrancou. Lucas Abriu-o e leu a primeira página, onde só havia poucas palavras, porém, isso deu a entender do que se tratava o livro: DIÁRIO À BORDO DE KARL MARX. Incrivelmente, o linguajar do livro era de fácil entendimento apesar de sua aparência velha e acabada, que colocava uma visão de mau entendimento aos adolescentes. Lucas paginou a folha e prosseguiu na leitura:
“Faz 60 dias que viajo no mar. Como uma ovelha perdida, estamos nós aqui no navio. Nós não encontramos nada ainda, o mar parecia uma imensidão infinita esperando seus navegadores naufragar para alimentar-se de suas esperanças. Como escrivão do rei Dom João VI, devo informar-lhe de qualquer acontecimento na carta que estou escrevendo. O nosso Comandante está louco. Disse que não iria voltar para a sua terra natal enquanto não encontrasse um pedaço de terra qualquer. Pobre iludido. É meu primeiro dia em uma embarcação. Pensei que seria um raríssimo privilégio e importante. Mas nunca pensei que fosse difícil. As condições de navio são precárias, há muitos ratos e camundongos aqui. Muitos morrem... [...] O nosso objetivo é mais uma vez, ir à Índia, atrás de especiarias para Portugal.
14 de março de 1499.”
Esta foi a primeira página.
-Eu nem sabia que naquela época, já existiam diários-Disse Sthefany.
-É e principalmente feito por um homem-Reconheceu Thaynara.
-Hum... Percebi que a data era 1499, e eles eram portugueses-Avisou Henrique.
-É, e foi justamente um ano antes do Brasil ser descoberto. Vou ler mais um pouco-Recomeçou Lucas:
“Hoje estou muito feliz! Depois de 65 dias no mar, finalmente encontramos terra firme! Mais especificamente, uma ilha, com um vulcão no centro.”
Todos se olharam perplexos e disseram em coro:
-É esta ilha!
-Eu não disse!- Animou-se Lucas- Eu sabia que a ilha tinha algo a ver com o livro!-Mas a leitura continua:
“Um tempo depois, desembarcamos. O Comandante resolveu parar um tempo na ilha para explorá-la. A ilha é rica em vegetação, com muita fauna também. Deve haver pedras preciosas por aqui também. Tudo estava ótimo. O que me preocupa é bem relevante. Sinto que a ilha é habitada por causa de trilhas na floresta e muitos outros sinais. Muitas vezes sinto que estou sendo observado. Só espero que não causem problemas.[...]
19 de Março de 1499.

Hoje foi um dia terrível. Na trilha, fomos atacados por nativos. A batalha foi árdua. Muitos dos nossos morreram envenenados por flechas perigosas. Alguns foram capturados. Temo serem canibais. Felizmente consegui me salvar. Tentei convencê-lo a sair da ilha, mas ele é tolo e diz que eles escondem riquezas e que só irá tirar os pés daquele lugar com elas.
21 de Março de 1499.”
-Perceberam que Karl pula datas?-Disse Caio.
-É, realmente. Há páginas faltando-Disse Lucas-Chega, por hoje. Estou cansado. Depois analiso com mais clareza o livro, ok? Tenho certeza que ele será uma grande ajuda. Percebi que parece que essa maldição começou por aqui, nessa época que Karl chegou aqui. Vou ler e repasso partes importantes para vocês depois-Lucas adorava ler, e principalmente algo que seria de grande ajuda para si.
-Aff, estraga prazeres! A historinha tava boa!-Disse Trícia gozando. O dia passou rápido e os adolescentes foram dormir. O dia de amanhã seria mais difícil do que o primeiro.


OBS:. Gente Trícia é Trielle,é o meu segundo nome :) Trielle Trícia ok? :)!! Bjocass!

Explicações!!

Gente estou demorando a postar por que agora tenho que estudar muito, não levei muito à sério o 1 ° semestre, e agora tenho que me recuperar!!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Capítulo 7: Porta aberta. (Parte I)

O dia amanheceu radiante, assim como os jovens. Mesmo com a alegria, ainda estavam perdidos e sem qualquer ajuda. Tinham de andar. Na caminhada, Jeroan contou tudo aquilo que havia acontecido enquanto ela estava dormindo: os acontecimentos, as descobertas, e principalmente as brincadeiras. Riram muito da cara da coitada. Andaram muito até que alguns começaram a reclamar:

-Não tem como a gente parar um pouco?-Murmurou Sthefany.

-Ok, vamos fazer uma paradinha-Disse Henrique.

-Eu estou com fome-Disse Lucas com uma cara de rejeitado-Acho que estou desnutrido.

-Gente, vocês não vão acreditar no que eu estou vendo-Disse Thaynara-Olhem ali!-Todos se alegraram. Estavam perto de mais ruínas. Correram até lá gastando suas últimas energias. Não eram ruínas comuns. Era uma aldeia dos nativos atravessada por um rio. Todos estavam radiantes, só Lucas que desconfiava um pouco.

-Uma aldeia? Um rio? Que estranho, as chances são mínimas de isto acontecer - Mas, esta desconfiança não atrapalhou sua felicidade. Pelo menos encontrou abrigo seguro. Havia cabanas e um pomar com muitas frutas. Resolveram passar o dia ali e descansar, só por hoje, ali. O banho fez bem a muitos. Era como um oásis no meio do nada.

Um tempo depois, tudo estava silencioso. Eram 2h da tarde. Lucas estava deitado, cochilando um pouco, mas com um dono bem “nuvem”. Até então, tudo bem. Só que, de repente ouviu a voz de Henrique gritando. Não deu muita importância, pois os gritos não se tratavam de dor, nem pânico. Porém, ele se aproximou:

-Lucas? Está acordado?

-Não, vá embora!

-É sério!

-Tudo bem, o que foi? Por que estava gritando feito um maluco?

-Era isso que eu ia te falar. Trielle desapareceu!-Lucas imediatamente pulou da esteira e foi ajudar o amigo a procurar por Trícia. Resolveram chamar os outros para ajudar a encontrá-la. Toparam imediatamente. Gritavam, chamavam, mas nada. Nem um sinal da garota. O tempo passava. Depois de muita procura, encontraram-na, correndo na direção deles com as mãos para trás:

-Trielle, onde você estava? A gente ficou preocupado com você-Disse Jeroan.

-Vai esquecer disso após saber o que eu tenho aqui atrás. Lucas? Você sabe?

-Claro que não, né?

-Adivinha Lucas!

-Não me diga que...

-Sim, eu encontrei a flor! Ela está ali, encostado a um penhasco. Só que eu preciso de ajuda para pegá-la. Venham comigo!-Animados, todos correram com Trielle para o local onde a flor se encontrava. Lucas não perdia por esperar para encontrar essa flor.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Capítulo 6: Surpresas! (Parte III)

-É-é que eu g-gosto muito de...

-Thaynara?

-Como você sabe?

-Bom, não dá para disfarçar os olhares apaixonados. E eu aposto que Caio e Trielle também estão dando algumas fisgadas. Mas diga. Qual é o pró?

-Bom, é que eu gosto muito dela, mas ela não dá a mínima para mim.

-Bem, ninguém pode obrigar ninguém a gostar de ninguém, mas você pode tentar.

-Como, impressionando ela?

-Não. Olha, se ela não gosta de você, não vai adiantar de nada.

-Então o que eu faço?

-Seja você mesmo!-Estas foram as últimas palavras de Jeroan antes de se levantar para dar uma olhada para ver se os seus amigos estavam chegando. Esta conversa deixou Henrique muito pensativo.

Depois que o resto da turma chegou, todos montaram a fogueira e comeram. A situação estava difícil, uma refeição por dia não estava fazendo bem aos garotos. Então, combinaram de andar o máximo para chegar ao local das corridas o mais rápido possível. O dia virou. Todos, exaustos foram dormir. O chão era duro, então improvisaram uma “caminha” de folhas. Deitaram-se cedo e muitos pegaram no sono rápido.

0h20min. Lucas não conseguia dormir. Alguma coisa estava incomodando-o. Então, o garoto resolveu levantar-se e explorar um pouco a caverna. Pegou uma lanterna e ligou andando em direção ao fundo da gruta. A caverna possuía um chão encharcado, como se tivesse chovido ali. Andando, ele escutou uma voz:

-Andando sozinho Lucas?-Alguém falou algo.

-Trielle? Também não consegue dormir?

-É. Esse dia dormindo, me fez perder o sono. Mas, venha aqui. Eu estava andando pela caverna e encontrei uma coisa que você precisa ver!-Trielle levou Lucas para o fim da caverna. Lá, no fim, havia uma parede. Mas não uma parede comum. Havia pinturas rupestres. Era uma verdadeira chave para o mistério da ilha. Havia uma representação nos desenho. Estavam ordenados de cima a baixo. Primeiro, havia um casal, e um deles estava com uma criança nos braços. Provavelmente o início. Logo após, uma gigante aglomeração de pessoas. A família havia crescido. Depois, o desenho de navios chegando à baía, ou seja, um grande mistério para os nativos. E por fim, o desenho trágico de uma guerra com violência e muitos mortos. Lucas estava impressionado.

- É bonito, mas, triste. Tem mais por trás disto. Sabe Trícia, sinto que este livro tem muita coisa a resolver com a ilha. Já conversei com George, e disseram que reviraram esta ilha de cabeça para baixo e não encontraram nada muito suspeito. Por que isso só está aparecendo agora? Deve ter algo aqui que explique tudo. Precisamos encontrar aquela flor!

-Olha, eu também acho que tudo que está acontecendo tem alguma coisa a ver com o livro, é óbvio: a névoa, o livro, o templo. Mas, não se preocupe, vamos encontrar a flor rapidinho, você vai ver!-Disse Trielle animando o amigo. Isso fez com que o desejo de Lucas por resolver esse mistério reascendesse apesar dos problemas. Trielle, apesar de ter animado o amigo, estava um pouco triste e confusa por vários motivos. Enfim, após essa enriquecedora descoberta, os amigos Lucas e Trielle conseguiram ter uma boa noite de sono.

domingo, 10 de julho de 2011

Capítulo 6: Surpresas! (Parte II)

Chegaram ao lugar onde Caio estava juntamente com as garotas cansados até o ponto de cair. Caio imediatamente perguntou:

-O que houve Lucas?

-Bom, não sei se fiz algo errado. Corri até a sala onde estava o pilar do templo e logo encontrei o pilar e então, coloquei a esmeralda no pilar e de repente, uma luz brilhou muito forte e o pilar desapareceu. Ainda bem que eu me virei quando a luz apareceu, senão eu teria ficado cego. Mas, quando olhei novamente para a sala, no fundo, lá vinha a névoa amarela atrás de mim. Corri o mais rápido que pude e avisei a Henrique e Jeroan. Eu tô morto de tanto correr. Será que fiz algo errado? Seja lá o que for, eu devo ter enfurecido ele-Todos ficaram em silêncio. Ninguém disse uma só palavra. Então, de repente:
-Lasanha perfumada!
-Trielle, você acordou desastre ecológico!- Animou-se Henrique.
-Desastre ecológico?-Perguntou Caio.
-É o apelido dela-Riu Lucas.
-Esqueça. Trielle, você viu algo suspeito ontem à noite?-Perguntou Jeroan dando uma de detetive.
-Sorvete de mortadela!
-Calma Jeroan, deixe ela acordar direito. Ela ainda está dormindo-Disse Henrique.
-Ok. Então vamos andando- Começaram a andar novamente. Simplesmente, a caminhada era divertida. Apesar de cansativa, a conversa distraía um pouco. O dia passou rápido. Quando viram, já eram 3h da tarde. A caminhada foi animada. Ficaram rindo de Trielle, pois a coitada estava sonâmbula e andava normalmente como se estivesse acordada, mas ela não dizia nada que tivesse nexo. Ainda tiveram que aturar Lucas repetindo, a cada 5 minutos, a mesma frase:
-Estou com fome.
-Cala a boca, Lucas-Gritaram todos impacientes inclusive Trielle, inexplicavelmente. Mas as risadas não evitaram o cansaço que estavam sentindo. Então, resolveram procurar um lugar para passar a noite.
Depois de muita procura sem sucesso:
-Nós não achamos nada, Jeroan!-Resmungou Henrique.
-É. Espere. Olhem! Uma gruta!
-Vamos lá- Disse Caio -Talvez a gente passe o dia lá-Correram até a gruta. Tiveram sorte, pois não havia nenhuma ameaça. Enfim, puderam se acomodar ali. Trielle logo acordou. Havia um cacho de bananas e algumas maçãs que traziam, fora a bolacha recheada que Trícia havia trazido. Só restava fazer a fogueira, ou seja, mais, procura de lenha. Todos exceto Henrique e Jeroan foram procurar lenha. Henrique queria resolver alguns problemas em que só Jeroan podia ajudá-lo. Então, ele puxou conversa:
-Jero, tô com um problema.
-Qual?
Qual será o problema de Henrique (Sandullu)???

sábado, 9 de julho de 2011

Capítulo 6: Surpresas! (ParteI)

Passaram a noite muito bem. Estavam perdidos, mas consolados, pois estavam juntos e salvos, pois colocaram Trielle de “vigia” (coitada). Henrique olhou no relógio. Dormiram muito, pois já eram 9h. Assim que acordaram examinaram Trielle, que estava sentada, de olhos abertos e arregalados, só que não movia um músculo.

-Trielle? Tá viva, garota?-Perguntou Jeroan acordando-a.

-Aaah! To acordada!- Em um pulo, a garota gritava e dizia que estava acordada. Mas depois, desmaiou novamente.

-Ô coitada- Disse Jeroan.

-Pessoal, vamos fazer assim. Eu examinei a bússola e o mapa. Então, vamos seguir pelo nordeste, pois lá, vai acontecer a competição de ciclismo. Talvez a gente ache ajuda lá, certo?- Disse Lucas e, logo após, foi apoiado pelos amigos. Começaram a andar novamente. Em uma competição de Pedra-papel-tesoura, foi decidido que Caio iria carregar Trielle nas costas.

-Essa garota pesa!-Reclamou caio.

-Eu não sou gorda-Resmungou Trielle, que mesmo dormindo, ouviu a reclamação. Até em quilômetros de distância, ela escutava essa frase, até mesmo sonâmbula.

Jeroan estava à frente, seguido por Lucas que não tirava os olhos do mapa. De repente, Jeroan parou sem avisar e começou a olhar para baixo despertando a atenção de seus amigos:

-Ei! Olha o engarrafamento Jeroan!-Reclamou Henrique.

-Vão esquecer isso logo até verem isso! Olhem!-Todos então foram em sua direção, curiosos para saber o que o que estava deixando ele estava tão admirado. Ele segurava uma linda esmeralda brilhante em forma quadrada. Uma gema perfeita.

-Que lindo! Será verdadeira?-Perguntou Henrique.

-Pode ser-Disse Lucas.

-Ei, essa pedra não tem o mesmo formato daquele encaixe no pilar daquele templo?-Perguntou Caio.

-Hum. É verdade. Já sei como descobrir. Você, Caio, pegue a câmera que está no pescoço de Trícia-Pediu Lucas.

-Para quê?

-Tenho quase certeza que ela tirou uma foto do pilar.

-Ok-Caio colocou Trielle no chão e pegou a câmera com o maior cuidado. Lucas ligou a câmera e começou a vasculhar as fotos.

-Nossa! Quantas fotos! Desse jeito não vai dar nem para o vulcão. Hum, hum, achei! Aqui está. Me dê a esmeralda-Lucas segurou-a nas mãos e comparou-Cabe perfeitamente!

-Vamos voltar e ver o que acontece! As ruínas não estão muito longe!-Disse Henrique. Eles correram até as ruínas, enquanto Caio, Thaynara e Sthefany ficavam com Trielle. Pela primeira vez, Lucas corria em uma velocidade incrível, devia estar bem animado. Jeroan tentou alcançar:

-Lucas! Espera a gente!-Os garotos se cansaram na porta do templo e ficaram esperando Lucas colocar as esmeralda no pilar até que tiveram uma surpresa: Uma luz forte tomou de conta do lugar deixando os garotos cegos por um momento. Quando recuperaram a visão, só se via Lucas correndo na direção dele e gritando:

-Corram!-Obedeceram imediatamente. Correram o mais rápido que puderam. Não perguntaram nada. Até que Henrique tomou coragem e inclinou o rosto para trás naquele momento e viu o motivo do desespero: A névoa amarela!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Capítulo 5: Perdidos? (Parte II)

-Está sedo muito precipitado Caio!-Disse Henrique com um sorriso por estar olhando por dentro da mata- Venham cá!

Henrique estava com um imenso sorriso no rosto chamando os amigos para olharem o que ele tanto via admirado. Não demorou muito para que eles ficassem admirados também. Apesar de perdidos, tiveram a oportunidade de ver o próximo passo de sua jornada na ilha: As ruínas. Ficaram maravilhados com o grande número de esculturas, cabanas e pinturas. Era realmente lindo. Mais à frente, havia uma construção grande, um templo, deduzido por Trielle. Resolveram entrar. Trielle como sempre, estava tirando fotos de todos os detalhes que via. Á frente, encontraram um pequeno pilar e em cima dele havia um encaixe na forma de uma pedra na
forma quadrada. Mais à frente, havia esculturas de rostos nas paredes. Os passos vagarosos dos adolescentes mostravam o silêncio mortal que aquela sala podia trazer, pois de repente, flechas muito afiadas começaram a sair das bocas das esculturas, tais delas quase acertaram Trielle, Thaynara e Sthefany, mas estas foram salvas por Caio, Henrique e Jeroan. Mais à frente havia uma colméia de abelhas extremamente perigosas. Henrique e Caio, travessos resolveram derruba-lo:
-Eu acho que não é uma boa idéia-alertava Lucas. Tarde de mais. Assim que terminou de falar, os garotos derrubaram a colméia, deixando as abelhas furiosas que começaram a voar em direção à todos eles que correram para fora do templo. Achavam que iam morrer cheios de picadas de abelhas. Por sorte deles, havia um rio onde todos pularam exceto Lucas que havia tropeçado antes de cair. Achou que era o fim. Porém, quando as abelhas se aproximaram dele, imediatamente se repeliram dele e fugiram. Lucas ficou encucado. O que aconteceu?
-Lucas, você morreu?- Perguntou Henrique ainda dentro do rio juntamente aos outros.
-Não! Mas quase morri. Achei estranho, as abelhas iam me atacar, mas, de repente elas fugiram.
-Ah que bom-Disse Caio irônico.
-Mas isso não teria acontecido se vocês dois irresponsáveis não tivessem feito essa travessura perigosa. Isso quase me matou sabiam?-Bla, bla, bla. Seguiu ainda um bom tempo até que Lucas parasse de falar. Ele reclamava e brigava, mas Henrique e Caio fingiam nem ouvir, e enquanto isso, o resto da turminha ria com vontade. Voltaram a andar. A caminhada foi pouca, não andaram muito, pois, o pôr-do-sol estava chegando. Todos estavam preocupados. Como iriam se sustentar num momento daqueles? Restava improvisar, a única solução para aquele momento. Todos foram buscar lenha para fazer fogueira. Depois de muita madeira, era a hora de encontrar comida. Jeroan e Sthefany ficaram para acender
a fogueira. Jeroan não parava de olhar para a garota. Ela era linda. Resolveu puxar conversa pois o silêncio o matava:
-Bom, você é de Santana do Ipanema, é?
-Sim. Nasci lá, e moro lá até hoje.
-Você é amiga de Caio?
-Sim, conheço ele desde que nasci.
-São namorados?
-Não! Só amigos- Respondendo ela a Jeroan que deu um sopro de alívio que, apesar de silencioso, não passou despercebido pela garota. Jeroan estava em pé, estava rasgando algumas folhas do caderno de Lucas olhando para os lados, pois, se o don soubesse disto, sabia lá o que faria com o coitado. De repente, Jeroan deixou cair o esqueiro, e ambos os adolescentes se abaixaram para pega-lo, e isso ocasionou a aproximação de seus rostos. Depois de cinco segundos se encarando, Jeroan aproximou-se mais de Sthefany e seus lábios se tocaram. Jeroan caprichou no beijo para não sair mal “na foto”. Lucas e Henrique, que voltavam da procura pelos alimentos, tiveram ainda a oportunidade de presenciar o “finalzinho” do beijo.
-Eu não disse que era uma boa idéia deixa-los sozinhos?-Disse Lucas sorrindo- Agora me pague!
-Droga-Resmungou Henrique tirando dois reais do bolso. Porém depois sorriu para o amigo que estava no beijo, porém frustrado, pois ainda não havia conquistado o coração da sua amada.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Capítulo 5: Perdidos?(ParteI)

7h. Todos acordaram para novamente começar a caminhar. O próximo ponto seria as ruínas da ilha. Ruínas em que provavelmente, os integrantes da turma “Coragem” encontrariam algo interessante para ajudar na resolução do mistério do nevoeiro amarelo. O que eles não sabem, é que vão se meter em muitos problemas antes mesmo de resolver este misterioso e obscuro problema.

...

-Vamos, acordem!-Gritou George.

-Tinha que ser George para acordar a gente com uma colher e uma panela!-Resmungou Trielle.

Depois que todos se levantaram, começaram a se arrumar para a visita às ruínas da ilha. Devia ter sido o habitat dos nativos na época antiga. Depois de patrulhar a ilha, o grupo deveria fazer uma excursão ao vulcão onde iriam visitar as cavernas subterrâneas, e logo após, uma grande e prestigiada competição de Kart onde Alexandre e D.J iriam participar.

-Vamos andando pessoal! Temos muito o que ver-Disse Mariana.

-O que é aquilo?- Perguntou Emily com uma cara esquisita

-Ah, não acredito-Disse Ivo assutado. Ele tinha motivos para se preocupar. Afinal, aquilo já tinha causado muitos problemas: O nevoeiro amarelo. Estava cada vez mais se aproximando.

-Fiquem todos juntos e calmos. É passageiro- disse George tentando acalmar o pessoal. O grupo de George convenceu o restante para sair dali, eles concordaram, mas era tarde de mais. O nevoeiro já tinha tomado de conta daquele lugar. Alguns começaram a gritar, uns diziam “cobras”, outros “aranhas”. Lucas só conseguira ver Henrique e vice-versa, e combinaram de correr. Correram em uma velocidade incrível e quando saíram do nevoeiro se viram sozinhos. Até que ouviram um som:

-Quem está aí?-Perguntou Henrique em posição de defesa.

-Aff, sou eu Henrique-Era Trielle. Mas ela não estava sozinha. Caio, Jeroan, Thaynara, Sthefany e Alexandre também haviam corrido. Depois de muita discursão:

-Acho melhor a gente voltar- Sugeriu Henrique.

-Eles já devem estar procurando a gente!-Revidou Caio.

-Idiotas. Eu não vou ficar aqui sem fazer nada- Disse Alexandre num tom de raiva.

-Mas, aonde você vai?- Perguntou Lucas.

-Não te interessa, quatro olhos!-Respondeu arrogantemente para Lucas.

-Grosso. Eu não to nem aí pra você- Respondeu Lucas virando o rosto para o resto da equipe.

Foi quando se tocaram para a situação em que estavam. Estavam de mãos vazias, a não ser pelo fato de terem uma bússola, uma máquina fotográfica, o mapa, duas lanternas, um cantil de água de cada um, um caderninho e o Livro, além da bolsa de Trielle que só tinha algumas bolachas e um pacote de salgadinhos. Estavam decepcionados até porque Alexandre era o único que estava com a bolsa e os equipamentos completo. Então, depois de esperar muito, Caio impaciente implicou:

-Ah, estamos perdidos mesmo!

sábado, 2 de julho de 2011

Capítulo 4: O outro lado da Floresta. (Parte II)

-Ai, Caio.

-O que aconteceu?

-Eu estava ali no acampamento quando eu ouvi pessoas e passos e quando eu fui verificar eu esbarrei com ela.

-Me desculpa, eu estava correndo - Desculpou-se Trielle.

-Espera. Você é o mesmo Caio do grupo 2?-Perguntou George.

-Sim. Sou eu e minha equipe está bem ali. Por que estavam correndo?

-Assim. A gente tava andando na floresta e então, nós ouvimos um barulho muito esquisito e depois um grito de dor. Então a gente começou a correr-Explicou Trielle

-Ah, saquei. O grito é porque D.J pisou em um formigueiro - Disse Caio.

Então George e sua turma foram ao encontro do outro grupo de excursão. Avistaram uma mulher bonita com cabelos pretos e longos. Assim que a avistou, George se apresentou.

-Olá, meu nome é Morge, quer dizer George.

-Ih, já vi que ele ta caidinho por ela - Cochichou Jeroan a Henrique.

-Ah, sim. George da equipe 1. Prazer em te conhecer, sou Mariana, a líder da equipe 2. Vejo que seu grupo é bem animado. Como se chama garotos?

-Sou Lucas. O Mega Inteligente-Disse Lucas se gabando.

-Sou Trielle, a controladora-Disse ela dando um tapa em Lucas.

-Sou Henrique, o conquistados.

-Sou Jeroan, o oponente-Disse Jeroan lançando um olhar rival a Henrique.

-Me chamo Ivo o...

-HIPERATIVO!-Gritou todos inclusive George em um tom hilariante, o que causou uma boa impressão a Mariana.

-Agora deixa eu apresentar minha turma. Venha aqui pessoal-Disse Mariana chamando seu grupo - Apresentem-se.

-Sou Caio, o ganhador.

-Oi, sou Sthefany.

-Sou Thaynara.

-Eaew, sou D.J.

-Meu nome é Emily.

-E aquele ali, Mariana?- Perguntou Lucas.

-Aquele é Alexandre, cá entre nós, ele não é muito amigável, não fala com ninguém - Disse Mariana apontando a Alexandre. Mas quando Lucas viu seu rosto, lembrou-se que era. O mesmo que esbarrou com ele no porto de Salvador. Agora podia olhar seu rosto. Era um garoto branco em pele alva com cabelos lisos e escuros, que, mesmo de longe, lançou um olhar desprezível a todos, com “cara de poucos amigos”. Lucas sentiu como se aquilo fosse um incômodo para si.

Todos passaram um bom tempo conversando e George e Mariana, discutindo para onde eles iriam, mas George, com certeza não estava prestando a atenção totalmente a o que estava discutindo, pois estava com um olhar de mula do quão apaixonado estava.

...

-Por favor, não vamos mais causar problemas aos nativos! Vamos embora!

-Besteira! Há muita coisa para se pegar aqui! Ou você está com nós ou contra nós!

Lucas acorda. Teve um sonho muito estranho. Um tripulante rogando a outro provavelmente o capitão da embarcação que saíssem do lugar. Simples sonho, ou breve aviso?

terça-feira, 28 de junho de 2011

Capítulo 4: O outro lado da Floresta. (ParteI)



7h. Todos se levantaram para tomar café. Todos estavam lá, menos alguém: Trielle. Resolveram deixa-la dormir mais um pouco. Depois de 30 minutos, não aguentaram mais: Resolveram chamá-la, mas quando entraram na barraca, não encontraram nada. Estavam preocupados. Começaram a procurá-la e gritar pelo seu nome, até que Ivo alertou.

-Gente! Olhem aqui!

Realmente, tinham com o que se preocupar. Encontraram Trielle desmaiada com uma expressão de medo em seu rosto.

...

-Trielle, acorda!

-Hum, Onde estou?-Perguntou ela.

Trielle estava deitada em um colchão e todos estavam preocupados ao seu redor.

-O que aconteceu gente?-Perguntou ela.

-A gente achou você no meio do mato com uma cara horrível-Disse Lucas- O que aconteceu?

-Não sei. A única coisa que eu me lembro é de ter visto uma névoa amarela e dois olhos brilhantes na minha frente.

Após a reposta, os garotos começaram a se olhar um para o outro sem dizer uma só palavra até que George falou:

-Mas você está em condições de andar, Trielle? Porque se não eu chamo a equipe de resgate e a gente leva você para a enfermaria.

-Não precisa não. Eu to bem. A gente pode ir andando. Afinal, eu não quero perder esta viagem.

-Sério mesmo?-Verificou George.

-Sim-respondeu ela.

-Está bem. Vamos desmontar as barracas, pessoal. Vamos prosseguir em 10 minutos-Dito e feito. Assim que desmontaram as barracas, começaram novamente a andar. No meio da caminhada encontraram todo o tipo de plantas e flores exóticas. Por um tempo, todos estavam calmos e pararam um pouco no caminho para descansar. George saiu um pouco do grupo deixando os jovens um pouco sozinhos. Trielle, “que não estava nem um pouco nervosa”, reuniu os amigos para uma conversa:

-O que foi Trícia?-Perguntou Jeroan primeiro.

-É que, enquanto estávamos caminhando, eu senti uma dor no meu braço esquerdo. Então, enquanto eu estava sentada, eu resolvi olhar para ele para saber o que era aquilo. B-bem, eu olhei, e quero que vocês vejam também-Trielle levantou a manga esquerda da camisa que estava vestida e mostrou a seus amigos. Todos ficaram espantados com o que viram. Estava escrito com arranhões no braço de Trielle: “Vão embora, ou irão se arrepender”. O efeito que aquela frase fez foi tão imenso que todos ficaram imóveis. Mas, com a chegada de George, Trielle escondeu o braço novamente na camisa de mangas longas. A caminhada recomeçou. Depois de quase 30 minutos de caminhada...

-Estamos quase no outro acampamento, garotos. Lá vamos encontrar o outro grupo de excursão-Disse George. Nisso, ouviu-se um barulho atrás da mata. Jeroan então disse:

-Psiu, ouviram isso?

-Trielle, de novo?-Reclamou Ivo.

-Não sou eu Ivo-Disse ela.

Então ouviram o mesmo som, agora seguido por um grito do dor.

-Todos, Corram!-Gritou Jeroan, que causou com que todos corressem e George tentou pará-los, mas não teve alternativa a não ser correr atrás deles. Trelle estava tão assustada que corria o quanto podia deixando logo todos para trás até certo ponto onde todos a perderam de vista.

-Trielle espera!-Gritavam todos.
-AAHH!-Trielle gritou deixando todos preocupados e pensando no pior. Correram até ela aflitos, mas quando chegaram lá, tiveram uma surpresa. Encontraram-na caída no chão e a seu lado, um menino loiro com pele alva e ambos com as mãos na cabeça.
-Quem é você-perguntou Lucas ajudando-o a levantar.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Capítulo 3: Aventuras e mistérios! (Parte II)

Cinco minutos depois, o restante do pessoal havia chegado. Prepararam uma fogueira e passaram o resto da tarde conversando e combinando. Assim que George dormiu, Jeroan foi chamar todos para contar o que viu naquela tarde ao restante que não estava sabendo. Ivo então revelou:

-Eu não disse, mas... Eu vi o nevoeiro amarelo ontem naquele chalé depois da reunião. Então, eu saí correndo da janela. Acho isso muito estranho.

Todos ficaram surpresos. Depois de um período em silêncio, Trielle se levantou e perguntou:

-Onde você viu a névoa amarela Jeroan?

-Bem ali.

Trielle então foi olhar por lá enquanto todos ficavam se perguntando o que ela estava fazendo. Depois de poucos segundos ela avisou:

-Nossa!

-O que foi Trielle?

-Venham aqui!

Depois que todos se juntaram a ela finalmente descobriram o que ela tanto olhava. Era um livro.

Era um pequeno livro. Possuía uma capa revestida de couro. Lucas, sendo o primeiro a pegar o livro tentou abrir-lo. Impossível. Tentou, fez muita força, mas não conseguiu.

-Mas... não quer abrir-Disse Lucas

-Deve estar trancado-opinou Jeroan

-Não tem cadeado nenhum aqui Jeroan-Disse Lucas

-Olhem! O que é isso no canto da capa do livro?-Perguntou Henrique

-Vôte, Que flor esquisita-Disse Ivo.

-Esperem, eu vi uma flor dessas no caminho. É uma flor metade branca, metade preta-Disse Trielle

-Sim, mas qual será a relação entre a flor e o livro?-Perguntou Lucas

Todos ficaram pensativos um tempo até que Henrique sugeriu:

-Vamos achar a flor primeiro. Se a gente voltar pelo mesmo caminho, tem possibilidade de encontrarmos ela.

-Eu acho que esse livro tem alguma relação com a névoa amarela. Vamos procurar a flor?-Sugeriu Henrique animado

-Acho que não gente. Nós podemos nos perder. Vamos deixar para amanhã de manhã. Já está tarde-Disse Lucas

-O que foi Eugênio?-Disse Henrique provocando-Tem medo do escuro?

-N-não é isso! Se não eu não me chamaria Lucas Eugênio!

-Aff, não se acha nem um pouco-Disse Ivo-Agora vamos dormir antes que George acorde e nos encontre aqui.

-Estraga prazeres-Abafou Trielle.

Então, todos foram dormir nas suas barracas pensando em um jeito de enrolar George enquanto procuravam a flor.

0h. Todos estavam dormindo profundamente, exceto Trielle que estava acordada. Pela primeira vez na vida, nunca tinha se sentido assim. Então, de repente, escutou um grunhido que vinha de fora. Saiu da barraca pensando que tinha alguém lá fora. Mas se enganou. Tudo estava no maior silêncio. Então, vendo que não era nada, resolveu voltar para tentar dormir. Porém, assim que ia entrar na barraca, ouviu novamente o som, mas desta vez vindo da floresta. Estava aflita, na sua cabeça não se passava nenhuma palavra de encorajamento. O pavor reinava em sua mente neste momento. Resolveu entrar na mata para ver o que era. Quando finalmente criou coragem para entrar na mata:

-Ahhhh!


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Capítulo 3: Aventuras e mistérios! (ParteI)

-Bom dia garotos!-Disse George entusiasmado acordando cada um dos meninos. Todos se levantaram, se vestiram, e foram até a cozinha para tomar café. Depois de uma refeição reforçada, arrumaram suas mochilas e saíram do chalé e seguiram viagem! O primeiro destino, ou seja, o primeiro lugar para acampar, estava um pouco longe, mas chegariam lá pelo menos umas 11h. Depois de quase uma hora de caminhada, encontraram um pequeno riacho onde puderam se refrescar e recarregar suas baterias.

-Falta muito ainda, George?-Perguntou Jeroan.

-Não, falta pouco - Respondeu ele.

-Minha bússola diz que estamos exatamente andando em direção ao nordeste da ilha - Disse Lucas.

-Hum? Ouviram isso?-Disse Henrique indicando ao seu lado onde saía um som da floresta como algo se quebrando. Ele então foi averiguar. Quando finalmente entrou na mata, encontrou Trielle comendo um pacote de biscoitos de chocolate com recheio de cereja.

-Tá fazendo o quê Trielle?-Perguntou Ivo.

-Comendo biscoitos. Quer?

-Vamos gente! Não temos tempo! Precisamos chegar lá antes do meio dia!-Alertou George.

Então, sob um dia nublado, seguiram novamente a jornada com muitas alegria e festa, graças ao ótimo senso de humor de Jeroan e Ivo que animavam a viagem com suas piadas.

-Essa é pra você Lucas!-Disse Jeroan rindo - Eram dois pintinhos que iriam brincar de pique – esconde. Um deles se escondeu no forno ligado. O que o contador disse quando o viu dentro do forno?

-Sei lá. O quê?

-Assô!-Todos caíram na gargalhada. Afinal não estavam nem um pouco cansados. Conforme iam rindo, esqueciam a fadiga.

Chegaram ao primeiro acampamento às 11h30min, que ficava próximo a um rio meio profundo ligado por uma ponte pênsil. Apesar de estarem cansados, juntaram forças para montar suas tendas e ainda conversar muito sobre suas expectativas na viagem. Às 5h aproximadamente, George, Trielle e Ivo foram juntos procurar lenha para acender a fogueira mais tarde. Lucas estava sentado em sua barraca lendo algo. Henrique estava escutando seu MP7 louco da vida. Jeroan estava sentado em uma pedra quando de repente se levantou e foi em direção ao rio pois algo estava incomodando-o. Assim que chegou ao rio e lançou seu olhar fixamente para o seu norte, avistou a névoa amarela. Correu rapidamente dali e contou tudo isso para Lucas e Henrique.

-De novo essa névoa – protestou Lucas.

-Essa história ta muito esquisita pro meu gosto - Disse Henrique.

-Assim que George dormir, vamos chamar os outros para falar com eles sobre isso, ta bem?-Combinou Jeroan.

-Certo!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Capítulo 2: Realidade ou ilusão? (Parte II)

-O que é isso?! – Desesperou Jeroan.

-Você ainda não viu nada... – Disse Lucas Perplexo de medo.

Lucas apontou para um navio abandonado e quebrado que apareceu misteriosamente à direita do Iate.

-AAAH, o que é isso?!- Trielle então mostra a sombra de um esqueleto na janela.

-Vamos avisar a George!- Todos então correram _a sala do capitão do Iate para avisar a George o que tinha visto.

-Hei, oi que foi garotos?-Perguntou George acabando com a farra.

-Navio, assustador, sombra, esqueleto, Pizza!-Gritou Trielle.

-Alguém traduz isso para mim?-Perguntou George que não entendia nada.

-Nós estávamos nos cômodos do Iate quando um navio assustador apareceu colado no Iate e a sombra de um esqueleto apareceu na janela, e a pizza? Não tem nada a ver... -Traduziu Ivo com uma cara de eu sou demais.

-Mas não tem nenhum barco aqui - Disse George olhando pela janela-E mais. Saímos do nevoeiro. Deve ter sido algo da sua imaginação.

-Muito estranho - Pensou Lucas – O que será que causou aquela neblina?

18h10min. George estava na proa com binóculo. Depois de algum tempo olhando, abriu um sorriso e disse:

-Garotos! Estamos chegando à Ilha!

Todos vibraram de emoção. Estavam ansiosos para conhecer a tal Ilha Bermuda. Estavam meio longe, mas já dava para ter uma boa percepção da ilha. A ilha era gigante. Possuía um vulcão no seu centro e uma densa floresta em que possivelmente, estivesse escondendo algo extraordinário. Desembarcaram em um porto onde havia um chalé bem próximo. Todos estavam admirados com a grande beleza da ilha: sua vegetação exótica. Que será que esta misteriosa ilha esconde?

-Ok pessoal, nós vamos deixar nossas coisas aqui no chalé - Disse George depois de descarregar as sete malas de Trielle – Ah! Teremos uma reunião na sala do chalé às seis, está bem?

Todos foram a seus quartos para descansar um pouco e se estabelecer. Então, como combinado, às 6h todos foram se reunir na sala para debater sobre a jornada de amanhã. George já estava sentado na mesa com vários mapas e bússolas. Então ele disse:

-Nós vamos fazer uma grande jornada por isso, prestem a atenção. Cada um de vocês irá receber uma bússola um comunicador e o mapa da ilha. Esses pontos pretos no mapa representam os lugares em que podemos acampar. Essas casinhas representam chalés onde podemos recarregar nossas baterias. Se porventura se perderem, não vão nesse xis vermelho. Lá está proibido, pois há vários animais selvagens, ou sabe lá o que se pode encontrar. Ah, e tenho uma novidade! Vamos fazer uma expedição ao vulcão e uma gincana!

-Yeah!- Comemoraram todos. Exceto Ivo que estava pensativo. Levantou-se e foi à janela. Trielle que percebeu sua tristeza foi conversar com ele:

-O que foi Ivo? Está triste...

-Não, nada não. Só estou com um mau pressentimento. Mas não se preocupe, estou bem-Respondeu Ivo com um sorriso, mas sem esconder seu sentimento de preocupação. Trielle então o deixou só. Ivo então olhou novamente para a janela que estava para o mar. Ele avistou novamente o nevoeiro amarelo no horizonte, e isso o deixou meio aflito.

Enfim, todos foram se deitar para descansar, pois o amanhã seria um grande dia!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Capítulo 2: Realidade ou ilusão?

A noite virou. Lucas se acordou 8h da manhã. Levantou-se e foi ver se o pessoal estava acordado. Chegou à cozinha e viu que todos estavam preparados para tomar café.

-Acordou bela adormecida?-Riu Ivo.

-Engraçadinho - Abafou Lucas.

-Vem tomar café Lucas, é torradinha!-Disse Trielle num tom irônico.

Lucas sentou-se na mesa e todos começaram a conversar sobre o que iriam ver,ou até mesmo o que iriam enfrentar naquela ilha tão misteriosa. Então Henrique perguntou:

-Hei George, você sabe quais são as pessoas do outro grupo de excursão?

-Bom, eu tenho uma lista ali com o nome do segundo grupo, me deixa ver – George foi procurar na bolsa o nome dos outros garotos- Achei! Os nomes são: Caio, Emily, Thaynara, Stefany, Alexandre e D.J.

-Hum... -Pensou Henrique.

Eram 18h. Todos estavam na parte superior do Iate observando as lindas ondas do mar e ansiosos pelo crepúsculo que iria ocorrer logo, logo. George estava observando o mar com a ajuda de um binóculo. Lucas então perguntou:

-George... Eu posso olhar?

-Claro - George então entregou o binóculo a Lucas - E então, garotos? Como se sente na viagem a ilha?

-Bem-Respondeu Trielle com uma cara de Esquizofrênica.

-Está bem, garotos eu sei que está meio chato ficar no Iate o tempo todo, mas a gente pode fazer uma poção de coisas aqui - disse George tentando animar.

-Como o quê? Tentando pular do Iate para ver quem chega mais perto da costa?- Ivo então aponta a Jeroan que tentava pela 15ª vez pular do Iate.

-Atenção gente! Um nevoeiro esquisito à frente!-Gritou Lucas preocupado.

-Me deixa ver!-George então olha pelo binóculo.

-AAAH! – Gritou Trielle.

-Que foi?-Perguntou Henrique.

-Ah, nada. Só estava adiantando o susto – Brincou ela.

-Olha pessoal, realmente é muito estranho, por isso entrem nos cômodos do Iate enquanto eu vou contatar ao capitão.

Todos então entraram e George foi falar com o capitão do iate e tentaram desviar. Mas não foi possível. Então, entraram no esquisito nevoeiro. Por incrível que pareça, era um nevoeiro amarelo brilhante. As máquinas do Iate começaram a se descontrolar.

   "O que será que vem com esse nevoeiro?"