domingo, 24 de julho de 2011

Capítulo 7: Porta Aberta (Parte II)

Todos se reuniram em uma das cabanas. Lucas, muito ansioso, estava radiante. Então, aproximou a flor ao livro. O inexplicável ocorreu. A flor e o livro começaram a brilhar com uma luz dourada de incrível beleza. Quando a luz foi-se, o livro destrancou. Lucas Abriu-o e leu a primeira página, onde só havia poucas palavras, porém, isso deu a entender do que se tratava o livro: DIÁRIO À BORDO DE KARL MARX. Incrivelmente, o linguajar do livro era de fácil entendimento apesar de sua aparência velha e acabada, que colocava uma visão de mau entendimento aos adolescentes. Lucas paginou a folha e prosseguiu na leitura:
“Faz 60 dias que viajo no mar. Como uma ovelha perdida, estamos nós aqui no navio. Nós não encontramos nada ainda, o mar parecia uma imensidão infinita esperando seus navegadores naufragar para alimentar-se de suas esperanças. Como escrivão do rei Dom João VI, devo informar-lhe de qualquer acontecimento na carta que estou escrevendo. O nosso Comandante está louco. Disse que não iria voltar para a sua terra natal enquanto não encontrasse um pedaço de terra qualquer. Pobre iludido. É meu primeiro dia em uma embarcação. Pensei que seria um raríssimo privilégio e importante. Mas nunca pensei que fosse difícil. As condições de navio são precárias, há muitos ratos e camundongos aqui. Muitos morrem... [...] O nosso objetivo é mais uma vez, ir à Índia, atrás de especiarias para Portugal.
14 de março de 1499.”
Esta foi a primeira página.
-Eu nem sabia que naquela época, já existiam diários-Disse Sthefany.
-É e principalmente feito por um homem-Reconheceu Thaynara.
-Hum... Percebi que a data era 1499, e eles eram portugueses-Avisou Henrique.
-É, e foi justamente um ano antes do Brasil ser descoberto. Vou ler mais um pouco-Recomeçou Lucas:
“Hoje estou muito feliz! Depois de 65 dias no mar, finalmente encontramos terra firme! Mais especificamente, uma ilha, com um vulcão no centro.”
Todos se olharam perplexos e disseram em coro:
-É esta ilha!
-Eu não disse!- Animou-se Lucas- Eu sabia que a ilha tinha algo a ver com o livro!-Mas a leitura continua:
“Um tempo depois, desembarcamos. O Comandante resolveu parar um tempo na ilha para explorá-la. A ilha é rica em vegetação, com muita fauna também. Deve haver pedras preciosas por aqui também. Tudo estava ótimo. O que me preocupa é bem relevante. Sinto que a ilha é habitada por causa de trilhas na floresta e muitos outros sinais. Muitas vezes sinto que estou sendo observado. Só espero que não causem problemas.[...]
19 de Março de 1499.

Hoje foi um dia terrível. Na trilha, fomos atacados por nativos. A batalha foi árdua. Muitos dos nossos morreram envenenados por flechas perigosas. Alguns foram capturados. Temo serem canibais. Felizmente consegui me salvar. Tentei convencê-lo a sair da ilha, mas ele é tolo e diz que eles escondem riquezas e que só irá tirar os pés daquele lugar com elas.
21 de Março de 1499.”
-Perceberam que Karl pula datas?-Disse Caio.
-É, realmente. Há páginas faltando-Disse Lucas-Chega, por hoje. Estou cansado. Depois analiso com mais clareza o livro, ok? Tenho certeza que ele será uma grande ajuda. Percebi que parece que essa maldição começou por aqui, nessa época que Karl chegou aqui. Vou ler e repasso partes importantes para vocês depois-Lucas adorava ler, e principalmente algo que seria de grande ajuda para si.
-Aff, estraga prazeres! A historinha tava boa!-Disse Trícia gozando. O dia passou rápido e os adolescentes foram dormir. O dia de amanhã seria mais difícil do que o primeiro.


OBS:. Gente Trícia é Trielle,é o meu segundo nome :) Trielle Trícia ok? :)!! Bjocass!

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