sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Capítulo 7: Porta aberta. (Parte III)

A noite era silenciosa. A aldeia estava deserta. Todos os adolescentes estavam em um pleno sono profundo. Não havia quem os acordasse. Porém, em uma das cabanas, alguém acordou sem nenhum motivo: Jeroan. O garoto estava dormindo tão tranquilamente, que, sem motivo algum, acordou. O sono era grande, mas um ruído o impediu de continuar a dormir. Ouviu passos. Passos na floresta, mais precisamente. Jeroan tinha um talento incomum: Tinha um excelente ouvido. Sabia distinguir sons a alguma distância. Pensou que aquele som fosse sua imaginação, ou obra de seu sono mal-acabado. Deitou-se novamente. Não deu importância à aquele incômodo. Então, mais uma vez, o som se propagou. Desta vez, mais ruidoso. Jeroan não tinha duvidar, havia alguém, ou alguma coisa lá fora. Teve de unir muita coragem para ir lá dar uma olhada. Após alguns minutos, levantou-se de uma vez para olhar o que estava lá fora. Saiu da pequena cabana com passos lentos. Caminhou um pouco até o centro da aldeia abandonada sem escutar um só barulho. Vendo que não havia nada, pensou em voltar. Mas, ao inclinar seu rosto, pôde ver o produtor daquele ruído incomodante. Rastejava pelo chão, uma sucuri imensa, com vários metros de comprimento. Jeroan arregalou os olhos e seu coração acelerou os batimentos. As cobras eram seus maiores medo. A cobra era negra com dois olhos de cor amarelo-brilhante. Se movia lentamente. Jeroan paralisou de medo. Seu coração já estava saltando pela boca. Sabia que precisava não se mover, pois as cobras só veem coisas em movimento. Porém o seu olhar radiante o hipnotizava e o garoto não parava de tremer. Até, que, quando a cobra se moveu novamente e Jeroan não se conteve. Deu um berro o que fez a gigante sucuri saltar sobre ele!
...
-Ahh!-Gritou Jeroan. Porém, percebeu que não era mais madrugada e sim, luz do dia. Seria aquilo um pesadelo? Não saberia. Mas estava ciente de algo, seu corpo estava doído com se tivesse fraturado os ossos. Percebeu que o berro que deu acordou Sthefany, que tinha um sono leve. Rapidamente a garota correu às cabanas dos outros garotos para socorrer Jeroan. Imediatamente, levaram-no para sua cabana e lá, começaram a o interogar:
-O que houve Jeroan?-Perguntou Thaynara.
-Eu só me lembro de ter visto uma sucuri imensa com olhos amarelo brilhante. Depois, vi que ela ia me engolir, gritei e acordei no mesmo lugar onde estava naquela hora. Não sei se foi um sonho.
-Isso está ficando cada vez mais misterioso – Expôs Lucas – Que sonhos são estes que deixam marcas na vida real? O que está por trás disto? Ninguém sabia responder a esta pergunta. Bem, agora não importava. O objetivo no momento era encontrar o circuito de corrida para a competição de ciclismo. Lá encontrariam a ajuda necessária. Então, encheram seus cantis de água do pequeno riacho e a viagem prosseguiu. Henrique foi à frente desta vez, com Lucas atrás olhando para uma bússola. O papo corria solto no grupinho, até que Sthefany se incomodou e alarmou:
-Vocês escutaram isso?
-Eu não ouvi nada-Disse Thaynara.
-Shh! Escutem- A partir do momento em que o silêncio reinou, o ruído se repetiu. Um urro. Após a manifestação, uma discursão começou a se formar para resolver que som era aquele. Mas isso não importava no momento. A conversa continuava, até que o som tornou a repetir, desta vez mais perto o que assustou mais ainda os adolescentes que se puseram a correr para um lugar seguro. A velocidade do medo era incrível. Até que perceberam que estavam a céu limpo. As árvores tinham sumido, além de estarem perto do vulcão. Só que entraram na floresta novamente e mais um engarrafamento aconteceu, desta vez pela parte de Henrique. Todos murmuraram a parada repentina até que olharam e perceberam o motivo da parada. Havia uma construção enorme na frente dos jovens. Todos se levantaram e ficaram lado-a-lado um olhando para outro com uma cara de peixe morto. Então Lucas disse:
-Quem entrar primeiro, dê um passo a frente-O urro foi ouvido novamente.
-Trielle, por favor, dessa vez me diz que foi seu estômago-Disse Jeroan-Corram para dentro!-Sem questionar, todos correram até aquela enorme construção que parecia mais uma ruína. Mas, após o momento de desespero passar, resolveram explorar o local. Para a surpresa de todos, encontraram algo idêntico à construção passada: Um pilar, só que desta vez, o orifício era em um formato triangular. Então, Lucas decidiu que deveriam procurar a pedra nos arredores do “templo”. Ficando todos para procurar na floresta exceto Caio, Trielle e Jeroan que resolveram procurar por dentro do templo.

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