-Vocês não vão acreditar no que eu encontrei - Ele então retira do bolso de sua bermuda, duas coisas impressionantes: Um topázio brilhante triangular e um rádio comunicador. Todos correram até ele bem felizes. Todos começaram a falar sem controle até que Lucas olhou para Trelle que também estava calada e fez um sinal positivo com a cabeça tapando seu ouvidos:
-Silêncio!-Ela deu um grito agudo que amenizou a conversa. Lucas aproveitou para falar:
-Agora diga como você conseguiu isso.
-Eu tava andando pela floresta. Quando eu vi um pequeno riacho, e quando vi por dentro de tal, um lindo topázio estava ao chão. Peguei rápido. Mas quando eu olhei para frente, eu vi marcas de arranhões nas árvores e pedaços de roupas manchadas de sangue e em cima das roupas esse rádio. Corri o mais rápido.
Lucas ficou um tempo a pensar, quando Caio chegou a uma conclusão:
-Acho que aquelas roupas e sangue deviam ser de alguém que estava na ilha, procurando algo.
-Sim – Lucas concordou – Mas, se ele provavelmente morreu? Por que nem nós e nem outros que andaram por aqui morreram?
-Deve ser por isto – Disse Thaynara apontando à pedra – Se ele encontrou a pedra perto do sangue, a pessoa que estava com a pedra deve ter sido atacada por alguma coisa. Ou até morrido.
-Pois então, corremos perigo – Disse Trielle – George disse que havia um local no mapa que nós não devíamos ir. Deve ser este que estamos agora.
-Isso. Então, eu concluo que se esta pessoa que foi atacada devia estar desvendando o mistério também. Isso está escrito no livro, inclusive em uma parte que dizia que o futuro na ilha está nos olhos das aves sobre as ilhas...
-O que isso quer dizer? – Stefany perguntou.
-Pensem, o que é a visão das aves? – Perguntou Lucas, também sem entender.
-É a visão de lá de cima – Respondeu Caio – Então é isso mesmo, o futuro da ilha está na visão de cima, ou melhor, um mapa...
-Mas não um mapa da ilha, um mapa do arquipélago – Lucas completou – A gente não tem esse mapa. Voltando ao assunto do sangue. Com certeza, a tal pessoa devia estar descobrindo isso. E, quando entrou no local proibido, acabou sendo atacada. Ou seja, nós, podemos morrer aqui também – Todos ficaram em silêncio. Essas palavras só aumentaram o temor dos garotos. Agora corriam perigo. Lucas então retomou a palavra – É melhor a gente esperar a chuva passar para ver se conseguimos falar com alguém, certo?
Todos concordaram. Se puseram a deitar e esperar a chuva passar. Tudo parecia monótono. Nenhuma diversão. Só tédio, principalmente para adolescentes como eles. O que fariam? A única alternativa era conversar. Sim, um jogo de conhecimento. Iriam falar um pouco de si. Por sorteio, o primeiro foi Caio.
-Meu nome é Caio Antibes, moro em Santana do Ipanema desde pequeno. Meus pais são separados e por isso, às vezes fico meio triste. Gosto de rock e heavy metal.
-Percebe-se – Ironizou Lucas – Olha, já entra em contato com Henrique que gosta de metal e tem pais separados também. Agora você passa a vez.
-Trielle.
-Ok, meu nome é Trielle Trícia tenho 15-Amanhã dia 28/08/2011 faço 16 anos- anos e moro em Paulo Afonso. Sou órfã de pai e mãe, mas moro com minha vó. Fico triste as quando estou com o quinteto, me esqueço. Gosto de...
-Claudia Leitte – Interrompeu Jeroan antes de levar um cascudo na cabeça, de Trícia.
-Você gosta de Claudia Leitte, eu nem imaginava – Disse Sthefany.
-Viu, acho que todos nós temos algo em comum. Passa a vez Trielle.
-Jeroan.
-Ok. Sou um garoto que gosta de festas e danças. Minha banda preferida é Black Eyed Peas. Curto fazer desenhos e artes.
-Massa. Eu também sou uma desenhista – Gabou-se Thaynara.
-Agora é sua vez, Lucas!
-Eu?
-Tem outro aqui?
-Calma, não precisa me engolir. Calam! Meu nome é Lucas Eugênio. Sou um garoto que estudo muito. Meu hobbie é a música, e eu toco violão. Sou um garoto muito chato que chega a dar raiva. E acho amizade algo muito importante – Parou um pouco e tentou disfarçar o rosto. Jeroan, Trielle e Sandullu sabiam o motivo. Mas resolveram não falar. Jeroan logo descontraiu:
-Lucas, a chuva já passou.
-Ótimo, vamos testar o comunicador - Lucas tentou pela primeira vez, mas não obteve resultado. Tentou mais vezes até que alguém atendeu – Alguém aí?
-Lucas?! Não acredito!
-Ivo! Que bom falar com você.
-É o que eu diga. Não acredito que vocês estão bem!
-Escuta Ivo, nós não temos muito tempo, precisamos da sua ajuda...
-Claro! O que é?
-Onde você está?
-No chalé perto do litoral.
-Então deve ter um mapa por perto.
-Sim, tenho o mapa da ilha, mas...
-Não, eu quero saber do mapa do arquipélago...
Um segundo de silêncio enquanto Ivo passava algumas folhas
-Ah, temos aqui também.
-Certo agora, observe se tem algo estranho.
Ivo não entendeu a pergunta. Pensou em observar a ilha, mas não era este o problema. Foi quando aquele pensamento lhe acometeu novamente. Pensou novamente em ser um inútil que não podia ajudá-los.
-Você consegue, Ivo – Trielle disse através do comunicador.
Até que finalmente algo apareceu. O garoto procurou um caneta próxima, e rabiscou o mapa. Tudo estava óbvio agora.
-Lucas? Sabe o que há?
-Diz logo.
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