A procura foi bem cansativa para estes três que logo terminaram. Caio ainda olhava em outra sala enquanto Trielle e Jeroan sentaram ao pé da janela para descansar. Jeroan percebeu certo olhar de decepção na face de sua amiga. Já imaginava qual seria o problema, mas perguntou:
-O que foi Trícia?
-Não nada...
-Que é isso! Pensa que não vi? Você e Caio andam se olhando-Cortou imediatamente assustando Trielle no momento, mas, que depois, resolveu assumir:
-Sim, é com ele... Eu gosto dele, mas não sei como falar isso para ele...
-Trielle... Deixa rolar. Sei que ele gosta de você pela maneira que ambos se olham. Espere e você vai conseguir o que quer!-Jeroan percebeu que Caio se aproximava do local, e inventou uma desculpa esfarrapada para Trielle e saiu rapidamente do templo pensando-É agora!
Caio se aproximava da sala onde Trielle estava. Ele estava exausto de tanto explorar o local. Viu Trielle sentada perto da Janela com um olhar fixo para um alvo qualquer e, meio corado, falou com ela:
-Trielle, s-será que posso s-sentar aí?
-Claro. Pode-Disse ela sem inclinar um centímetro do rosto. Caio percebeu também certa melancolia na voz de Trícia. Perguntou a ela qual era o incômodo:
-Trielle, você está triste? Aconteceu alguma coisa?
-Não, é que... Bem... estou preocupada.
-Com o quê.
-Nós estamos perdidos. Tenho medo de não conseguir mais voltar para casa. Tudo pode acontecer nessa ilha. Eu não consigo ter esperança em voltar-Disse ela quase chorando. Caio então pegou as suas mãos e disse em uma voz calma e animadora:
-Não se preocupe. Com persistência, tudo vai ficar bem!
-Obrigada-Trielle agradeceu bem corada pelo contato que teve com Caio. Será mesmo estar apaixonada por aquele garoto? Quem sabe? Pelo menos, o que não podia ser evitado, aconteceu. Os olhares dos dois desejavam mais do que um simples contato visual. Então, Caio, tomando iniciativa, aproximou seu rosto ao da garota. Ela não repeliu, simplesmente ficou estática perante aquele ato de carinho. O beijo era quente e saboroso para ambos e durou ainda muito tempo. Pouco longe dali, Lucas encontrou Jeroan espiando por um arbusto e perguntou:
-O que está espiando aí?
-Veja você mesmo!-Disse Jeroan em um sorriso imenso. Lucas se atreveu a olhar, e avistou o beijo apaixonante. Na sua mente não havia palavras, só imagens descontroladas e em sua face, simplesmente um sorriso otimista apareceu balbuciando algo como: Parabéns Trícia.
Não encontraram nada. A procura foi inútil, mas isso não fazia diferença. Isso entristeceu um pouco os garotos. Somente alguém não havia voltado ainda. Henrique. Ele ainda estava infiltrado naquela floresta densa. Todos esperaram um tempo dento do templo perdido. Até que viram nuvens escuras e trovões estrondosos no céu. Recolheram-se um pouco afastados da janela em um canto onde não houvesse goteiras. Ainda bem que estavam no templo. Mas, e Henrique? A preocupação subiu às cabeças de todos, até que ouviram um barulho atrás do templo. Os olhos logo se desviaram para o local do som. Então, de repente viram a imagem de alguém por meio de uma sombra. O mistério permaneceu até que ele se mostrou. Era Henrique totalmente encharcado. Um alívio imenso percorreu a todos. Nem perceberam o sorriso imenso, porém cansado do garoto. Sthefany logo percebeu:
-O que foi Henrique?
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