domingo, 24 de julho de 2011

Capítulo 7: Porta Aberta (Parte II)

Todos se reuniram em uma das cabanas. Lucas, muito ansioso, estava radiante. Então, aproximou a flor ao livro. O inexplicável ocorreu. A flor e o livro começaram a brilhar com uma luz dourada de incrível beleza. Quando a luz foi-se, o livro destrancou. Lucas Abriu-o e leu a primeira página, onde só havia poucas palavras, porém, isso deu a entender do que se tratava o livro: DIÁRIO À BORDO DE KARL MARX. Incrivelmente, o linguajar do livro era de fácil entendimento apesar de sua aparência velha e acabada, que colocava uma visão de mau entendimento aos adolescentes. Lucas paginou a folha e prosseguiu na leitura:
“Faz 60 dias que viajo no mar. Como uma ovelha perdida, estamos nós aqui no navio. Nós não encontramos nada ainda, o mar parecia uma imensidão infinita esperando seus navegadores naufragar para alimentar-se de suas esperanças. Como escrivão do rei Dom João VI, devo informar-lhe de qualquer acontecimento na carta que estou escrevendo. O nosso Comandante está louco. Disse que não iria voltar para a sua terra natal enquanto não encontrasse um pedaço de terra qualquer. Pobre iludido. É meu primeiro dia em uma embarcação. Pensei que seria um raríssimo privilégio e importante. Mas nunca pensei que fosse difícil. As condições de navio são precárias, há muitos ratos e camundongos aqui. Muitos morrem... [...] O nosso objetivo é mais uma vez, ir à Índia, atrás de especiarias para Portugal.
14 de março de 1499.”
Esta foi a primeira página.
-Eu nem sabia que naquela época, já existiam diários-Disse Sthefany.
-É e principalmente feito por um homem-Reconheceu Thaynara.
-Hum... Percebi que a data era 1499, e eles eram portugueses-Avisou Henrique.
-É, e foi justamente um ano antes do Brasil ser descoberto. Vou ler mais um pouco-Recomeçou Lucas:
“Hoje estou muito feliz! Depois de 65 dias no mar, finalmente encontramos terra firme! Mais especificamente, uma ilha, com um vulcão no centro.”
Todos se olharam perplexos e disseram em coro:
-É esta ilha!
-Eu não disse!- Animou-se Lucas- Eu sabia que a ilha tinha algo a ver com o livro!-Mas a leitura continua:
“Um tempo depois, desembarcamos. O Comandante resolveu parar um tempo na ilha para explorá-la. A ilha é rica em vegetação, com muita fauna também. Deve haver pedras preciosas por aqui também. Tudo estava ótimo. O que me preocupa é bem relevante. Sinto que a ilha é habitada por causa de trilhas na floresta e muitos outros sinais. Muitas vezes sinto que estou sendo observado. Só espero que não causem problemas.[...]
19 de Março de 1499.

Hoje foi um dia terrível. Na trilha, fomos atacados por nativos. A batalha foi árdua. Muitos dos nossos morreram envenenados por flechas perigosas. Alguns foram capturados. Temo serem canibais. Felizmente consegui me salvar. Tentei convencê-lo a sair da ilha, mas ele é tolo e diz que eles escondem riquezas e que só irá tirar os pés daquele lugar com elas.
21 de Março de 1499.”
-Perceberam que Karl pula datas?-Disse Caio.
-É, realmente. Há páginas faltando-Disse Lucas-Chega, por hoje. Estou cansado. Depois analiso com mais clareza o livro, ok? Tenho certeza que ele será uma grande ajuda. Percebi que parece que essa maldição começou por aqui, nessa época que Karl chegou aqui. Vou ler e repasso partes importantes para vocês depois-Lucas adorava ler, e principalmente algo que seria de grande ajuda para si.
-Aff, estraga prazeres! A historinha tava boa!-Disse Trícia gozando. O dia passou rápido e os adolescentes foram dormir. O dia de amanhã seria mais difícil do que o primeiro.


OBS:. Gente Trícia é Trielle,é o meu segundo nome :) Trielle Trícia ok? :)!! Bjocass!

Explicações!!

Gente estou demorando a postar por que agora tenho que estudar muito, não levei muito à sério o 1 ° semestre, e agora tenho que me recuperar!!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Capítulo 7: Porta aberta. (Parte I)

O dia amanheceu radiante, assim como os jovens. Mesmo com a alegria, ainda estavam perdidos e sem qualquer ajuda. Tinham de andar. Na caminhada, Jeroan contou tudo aquilo que havia acontecido enquanto ela estava dormindo: os acontecimentos, as descobertas, e principalmente as brincadeiras. Riram muito da cara da coitada. Andaram muito até que alguns começaram a reclamar:

-Não tem como a gente parar um pouco?-Murmurou Sthefany.

-Ok, vamos fazer uma paradinha-Disse Henrique.

-Eu estou com fome-Disse Lucas com uma cara de rejeitado-Acho que estou desnutrido.

-Gente, vocês não vão acreditar no que eu estou vendo-Disse Thaynara-Olhem ali!-Todos se alegraram. Estavam perto de mais ruínas. Correram até lá gastando suas últimas energias. Não eram ruínas comuns. Era uma aldeia dos nativos atravessada por um rio. Todos estavam radiantes, só Lucas que desconfiava um pouco.

-Uma aldeia? Um rio? Que estranho, as chances são mínimas de isto acontecer - Mas, esta desconfiança não atrapalhou sua felicidade. Pelo menos encontrou abrigo seguro. Havia cabanas e um pomar com muitas frutas. Resolveram passar o dia ali e descansar, só por hoje, ali. O banho fez bem a muitos. Era como um oásis no meio do nada.

Um tempo depois, tudo estava silencioso. Eram 2h da tarde. Lucas estava deitado, cochilando um pouco, mas com um dono bem “nuvem”. Até então, tudo bem. Só que, de repente ouviu a voz de Henrique gritando. Não deu muita importância, pois os gritos não se tratavam de dor, nem pânico. Porém, ele se aproximou:

-Lucas? Está acordado?

-Não, vá embora!

-É sério!

-Tudo bem, o que foi? Por que estava gritando feito um maluco?

-Era isso que eu ia te falar. Trielle desapareceu!-Lucas imediatamente pulou da esteira e foi ajudar o amigo a procurar por Trícia. Resolveram chamar os outros para ajudar a encontrá-la. Toparam imediatamente. Gritavam, chamavam, mas nada. Nem um sinal da garota. O tempo passava. Depois de muita procura, encontraram-na, correndo na direção deles com as mãos para trás:

-Trielle, onde você estava? A gente ficou preocupado com você-Disse Jeroan.

-Vai esquecer disso após saber o que eu tenho aqui atrás. Lucas? Você sabe?

-Claro que não, né?

-Adivinha Lucas!

-Não me diga que...

-Sim, eu encontrei a flor! Ela está ali, encostado a um penhasco. Só que eu preciso de ajuda para pegá-la. Venham comigo!-Animados, todos correram com Trielle para o local onde a flor se encontrava. Lucas não perdia por esperar para encontrar essa flor.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Capítulo 6: Surpresas! (Parte III)

-É-é que eu g-gosto muito de...

-Thaynara?

-Como você sabe?

-Bom, não dá para disfarçar os olhares apaixonados. E eu aposto que Caio e Trielle também estão dando algumas fisgadas. Mas diga. Qual é o pró?

-Bom, é que eu gosto muito dela, mas ela não dá a mínima para mim.

-Bem, ninguém pode obrigar ninguém a gostar de ninguém, mas você pode tentar.

-Como, impressionando ela?

-Não. Olha, se ela não gosta de você, não vai adiantar de nada.

-Então o que eu faço?

-Seja você mesmo!-Estas foram as últimas palavras de Jeroan antes de se levantar para dar uma olhada para ver se os seus amigos estavam chegando. Esta conversa deixou Henrique muito pensativo.

Depois que o resto da turma chegou, todos montaram a fogueira e comeram. A situação estava difícil, uma refeição por dia não estava fazendo bem aos garotos. Então, combinaram de andar o máximo para chegar ao local das corridas o mais rápido possível. O dia virou. Todos, exaustos foram dormir. O chão era duro, então improvisaram uma “caminha” de folhas. Deitaram-se cedo e muitos pegaram no sono rápido.

0h20min. Lucas não conseguia dormir. Alguma coisa estava incomodando-o. Então, o garoto resolveu levantar-se e explorar um pouco a caverna. Pegou uma lanterna e ligou andando em direção ao fundo da gruta. A caverna possuía um chão encharcado, como se tivesse chovido ali. Andando, ele escutou uma voz:

-Andando sozinho Lucas?-Alguém falou algo.

-Trielle? Também não consegue dormir?

-É. Esse dia dormindo, me fez perder o sono. Mas, venha aqui. Eu estava andando pela caverna e encontrei uma coisa que você precisa ver!-Trielle levou Lucas para o fim da caverna. Lá, no fim, havia uma parede. Mas não uma parede comum. Havia pinturas rupestres. Era uma verdadeira chave para o mistério da ilha. Havia uma representação nos desenho. Estavam ordenados de cima a baixo. Primeiro, havia um casal, e um deles estava com uma criança nos braços. Provavelmente o início. Logo após, uma gigante aglomeração de pessoas. A família havia crescido. Depois, o desenho de navios chegando à baía, ou seja, um grande mistério para os nativos. E por fim, o desenho trágico de uma guerra com violência e muitos mortos. Lucas estava impressionado.

- É bonito, mas, triste. Tem mais por trás disto. Sabe Trícia, sinto que este livro tem muita coisa a resolver com a ilha. Já conversei com George, e disseram que reviraram esta ilha de cabeça para baixo e não encontraram nada muito suspeito. Por que isso só está aparecendo agora? Deve ter algo aqui que explique tudo. Precisamos encontrar aquela flor!

-Olha, eu também acho que tudo que está acontecendo tem alguma coisa a ver com o livro, é óbvio: a névoa, o livro, o templo. Mas, não se preocupe, vamos encontrar a flor rapidinho, você vai ver!-Disse Trielle animando o amigo. Isso fez com que o desejo de Lucas por resolver esse mistério reascendesse apesar dos problemas. Trielle, apesar de ter animado o amigo, estava um pouco triste e confusa por vários motivos. Enfim, após essa enriquecedora descoberta, os amigos Lucas e Trielle conseguiram ter uma boa noite de sono.

domingo, 10 de julho de 2011

Capítulo 6: Surpresas! (Parte II)

Chegaram ao lugar onde Caio estava juntamente com as garotas cansados até o ponto de cair. Caio imediatamente perguntou:

-O que houve Lucas?

-Bom, não sei se fiz algo errado. Corri até a sala onde estava o pilar do templo e logo encontrei o pilar e então, coloquei a esmeralda no pilar e de repente, uma luz brilhou muito forte e o pilar desapareceu. Ainda bem que eu me virei quando a luz apareceu, senão eu teria ficado cego. Mas, quando olhei novamente para a sala, no fundo, lá vinha a névoa amarela atrás de mim. Corri o mais rápido que pude e avisei a Henrique e Jeroan. Eu tô morto de tanto correr. Será que fiz algo errado? Seja lá o que for, eu devo ter enfurecido ele-Todos ficaram em silêncio. Ninguém disse uma só palavra. Então, de repente:
-Lasanha perfumada!
-Trielle, você acordou desastre ecológico!- Animou-se Henrique.
-Desastre ecológico?-Perguntou Caio.
-É o apelido dela-Riu Lucas.
-Esqueça. Trielle, você viu algo suspeito ontem à noite?-Perguntou Jeroan dando uma de detetive.
-Sorvete de mortadela!
-Calma Jeroan, deixe ela acordar direito. Ela ainda está dormindo-Disse Henrique.
-Ok. Então vamos andando- Começaram a andar novamente. Simplesmente, a caminhada era divertida. Apesar de cansativa, a conversa distraía um pouco. O dia passou rápido. Quando viram, já eram 3h da tarde. A caminhada foi animada. Ficaram rindo de Trielle, pois a coitada estava sonâmbula e andava normalmente como se estivesse acordada, mas ela não dizia nada que tivesse nexo. Ainda tiveram que aturar Lucas repetindo, a cada 5 minutos, a mesma frase:
-Estou com fome.
-Cala a boca, Lucas-Gritaram todos impacientes inclusive Trielle, inexplicavelmente. Mas as risadas não evitaram o cansaço que estavam sentindo. Então, resolveram procurar um lugar para passar a noite.
Depois de muita procura sem sucesso:
-Nós não achamos nada, Jeroan!-Resmungou Henrique.
-É. Espere. Olhem! Uma gruta!
-Vamos lá- Disse Caio -Talvez a gente passe o dia lá-Correram até a gruta. Tiveram sorte, pois não havia nenhuma ameaça. Enfim, puderam se acomodar ali. Trielle logo acordou. Havia um cacho de bananas e algumas maçãs que traziam, fora a bolacha recheada que Trícia havia trazido. Só restava fazer a fogueira, ou seja, mais, procura de lenha. Todos exceto Henrique e Jeroan foram procurar lenha. Henrique queria resolver alguns problemas em que só Jeroan podia ajudá-lo. Então, ele puxou conversa:
-Jero, tô com um problema.
-Qual?
Qual será o problema de Henrique (Sandullu)???

sábado, 9 de julho de 2011

Capítulo 6: Surpresas! (ParteI)

Passaram a noite muito bem. Estavam perdidos, mas consolados, pois estavam juntos e salvos, pois colocaram Trielle de “vigia” (coitada). Henrique olhou no relógio. Dormiram muito, pois já eram 9h. Assim que acordaram examinaram Trielle, que estava sentada, de olhos abertos e arregalados, só que não movia um músculo.

-Trielle? Tá viva, garota?-Perguntou Jeroan acordando-a.

-Aaah! To acordada!- Em um pulo, a garota gritava e dizia que estava acordada. Mas depois, desmaiou novamente.

-Ô coitada- Disse Jeroan.

-Pessoal, vamos fazer assim. Eu examinei a bússola e o mapa. Então, vamos seguir pelo nordeste, pois lá, vai acontecer a competição de ciclismo. Talvez a gente ache ajuda lá, certo?- Disse Lucas e, logo após, foi apoiado pelos amigos. Começaram a andar novamente. Em uma competição de Pedra-papel-tesoura, foi decidido que Caio iria carregar Trielle nas costas.

-Essa garota pesa!-Reclamou caio.

-Eu não sou gorda-Resmungou Trielle, que mesmo dormindo, ouviu a reclamação. Até em quilômetros de distância, ela escutava essa frase, até mesmo sonâmbula.

Jeroan estava à frente, seguido por Lucas que não tirava os olhos do mapa. De repente, Jeroan parou sem avisar e começou a olhar para baixo despertando a atenção de seus amigos:

-Ei! Olha o engarrafamento Jeroan!-Reclamou Henrique.

-Vão esquecer isso logo até verem isso! Olhem!-Todos então foram em sua direção, curiosos para saber o que o que estava deixando ele estava tão admirado. Ele segurava uma linda esmeralda brilhante em forma quadrada. Uma gema perfeita.

-Que lindo! Será verdadeira?-Perguntou Henrique.

-Pode ser-Disse Lucas.

-Ei, essa pedra não tem o mesmo formato daquele encaixe no pilar daquele templo?-Perguntou Caio.

-Hum. É verdade. Já sei como descobrir. Você, Caio, pegue a câmera que está no pescoço de Trícia-Pediu Lucas.

-Para quê?

-Tenho quase certeza que ela tirou uma foto do pilar.

-Ok-Caio colocou Trielle no chão e pegou a câmera com o maior cuidado. Lucas ligou a câmera e começou a vasculhar as fotos.

-Nossa! Quantas fotos! Desse jeito não vai dar nem para o vulcão. Hum, hum, achei! Aqui está. Me dê a esmeralda-Lucas segurou-a nas mãos e comparou-Cabe perfeitamente!

-Vamos voltar e ver o que acontece! As ruínas não estão muito longe!-Disse Henrique. Eles correram até as ruínas, enquanto Caio, Thaynara e Sthefany ficavam com Trielle. Pela primeira vez, Lucas corria em uma velocidade incrível, devia estar bem animado. Jeroan tentou alcançar:

-Lucas! Espera a gente!-Os garotos se cansaram na porta do templo e ficaram esperando Lucas colocar as esmeralda no pilar até que tiveram uma surpresa: Uma luz forte tomou de conta do lugar deixando os garotos cegos por um momento. Quando recuperaram a visão, só se via Lucas correndo na direção dele e gritando:

-Corram!-Obedeceram imediatamente. Correram o mais rápido que puderam. Não perguntaram nada. Até que Henrique tomou coragem e inclinou o rosto para trás naquele momento e viu o motivo do desespero: A névoa amarela!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Capítulo 5: Perdidos? (Parte II)

-Está sedo muito precipitado Caio!-Disse Henrique com um sorriso por estar olhando por dentro da mata- Venham cá!

Henrique estava com um imenso sorriso no rosto chamando os amigos para olharem o que ele tanto via admirado. Não demorou muito para que eles ficassem admirados também. Apesar de perdidos, tiveram a oportunidade de ver o próximo passo de sua jornada na ilha: As ruínas. Ficaram maravilhados com o grande número de esculturas, cabanas e pinturas. Era realmente lindo. Mais à frente, havia uma construção grande, um templo, deduzido por Trielle. Resolveram entrar. Trielle como sempre, estava tirando fotos de todos os detalhes que via. Á frente, encontraram um pequeno pilar e em cima dele havia um encaixe na forma de uma pedra na
forma quadrada. Mais à frente, havia esculturas de rostos nas paredes. Os passos vagarosos dos adolescentes mostravam o silêncio mortal que aquela sala podia trazer, pois de repente, flechas muito afiadas começaram a sair das bocas das esculturas, tais delas quase acertaram Trielle, Thaynara e Sthefany, mas estas foram salvas por Caio, Henrique e Jeroan. Mais à frente havia uma colméia de abelhas extremamente perigosas. Henrique e Caio, travessos resolveram derruba-lo:
-Eu acho que não é uma boa idéia-alertava Lucas. Tarde de mais. Assim que terminou de falar, os garotos derrubaram a colméia, deixando as abelhas furiosas que começaram a voar em direção à todos eles que correram para fora do templo. Achavam que iam morrer cheios de picadas de abelhas. Por sorte deles, havia um rio onde todos pularam exceto Lucas que havia tropeçado antes de cair. Achou que era o fim. Porém, quando as abelhas se aproximaram dele, imediatamente se repeliram dele e fugiram. Lucas ficou encucado. O que aconteceu?
-Lucas, você morreu?- Perguntou Henrique ainda dentro do rio juntamente aos outros.
-Não! Mas quase morri. Achei estranho, as abelhas iam me atacar, mas, de repente elas fugiram.
-Ah que bom-Disse Caio irônico.
-Mas isso não teria acontecido se vocês dois irresponsáveis não tivessem feito essa travessura perigosa. Isso quase me matou sabiam?-Bla, bla, bla. Seguiu ainda um bom tempo até que Lucas parasse de falar. Ele reclamava e brigava, mas Henrique e Caio fingiam nem ouvir, e enquanto isso, o resto da turminha ria com vontade. Voltaram a andar. A caminhada foi pouca, não andaram muito, pois, o pôr-do-sol estava chegando. Todos estavam preocupados. Como iriam se sustentar num momento daqueles? Restava improvisar, a única solução para aquele momento. Todos foram buscar lenha para fazer fogueira. Depois de muita madeira, era a hora de encontrar comida. Jeroan e Sthefany ficaram para acender
a fogueira. Jeroan não parava de olhar para a garota. Ela era linda. Resolveu puxar conversa pois o silêncio o matava:
-Bom, você é de Santana do Ipanema, é?
-Sim. Nasci lá, e moro lá até hoje.
-Você é amiga de Caio?
-Sim, conheço ele desde que nasci.
-São namorados?
-Não! Só amigos- Respondendo ela a Jeroan que deu um sopro de alívio que, apesar de silencioso, não passou despercebido pela garota. Jeroan estava em pé, estava rasgando algumas folhas do caderno de Lucas olhando para os lados, pois, se o don soubesse disto, sabia lá o que faria com o coitado. De repente, Jeroan deixou cair o esqueiro, e ambos os adolescentes se abaixaram para pega-lo, e isso ocasionou a aproximação de seus rostos. Depois de cinco segundos se encarando, Jeroan aproximou-se mais de Sthefany e seus lábios se tocaram. Jeroan caprichou no beijo para não sair mal “na foto”. Lucas e Henrique, que voltavam da procura pelos alimentos, tiveram ainda a oportunidade de presenciar o “finalzinho” do beijo.
-Eu não disse que era uma boa idéia deixa-los sozinhos?-Disse Lucas sorrindo- Agora me pague!
-Droga-Resmungou Henrique tirando dois reais do bolso. Porém depois sorriu para o amigo que estava no beijo, porém frustrado, pois ainda não havia conquistado o coração da sua amada.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Capítulo 5: Perdidos?(ParteI)

7h. Todos acordaram para novamente começar a caminhar. O próximo ponto seria as ruínas da ilha. Ruínas em que provavelmente, os integrantes da turma “Coragem” encontrariam algo interessante para ajudar na resolução do mistério do nevoeiro amarelo. O que eles não sabem, é que vão se meter em muitos problemas antes mesmo de resolver este misterioso e obscuro problema.

...

-Vamos, acordem!-Gritou George.

-Tinha que ser George para acordar a gente com uma colher e uma panela!-Resmungou Trielle.

Depois que todos se levantaram, começaram a se arrumar para a visita às ruínas da ilha. Devia ter sido o habitat dos nativos na época antiga. Depois de patrulhar a ilha, o grupo deveria fazer uma excursão ao vulcão onde iriam visitar as cavernas subterrâneas, e logo após, uma grande e prestigiada competição de Kart onde Alexandre e D.J iriam participar.

-Vamos andando pessoal! Temos muito o que ver-Disse Mariana.

-O que é aquilo?- Perguntou Emily com uma cara esquisita

-Ah, não acredito-Disse Ivo assutado. Ele tinha motivos para se preocupar. Afinal, aquilo já tinha causado muitos problemas: O nevoeiro amarelo. Estava cada vez mais se aproximando.

-Fiquem todos juntos e calmos. É passageiro- disse George tentando acalmar o pessoal. O grupo de George convenceu o restante para sair dali, eles concordaram, mas era tarde de mais. O nevoeiro já tinha tomado de conta daquele lugar. Alguns começaram a gritar, uns diziam “cobras”, outros “aranhas”. Lucas só conseguira ver Henrique e vice-versa, e combinaram de correr. Correram em uma velocidade incrível e quando saíram do nevoeiro se viram sozinhos. Até que ouviram um som:

-Quem está aí?-Perguntou Henrique em posição de defesa.

-Aff, sou eu Henrique-Era Trielle. Mas ela não estava sozinha. Caio, Jeroan, Thaynara, Sthefany e Alexandre também haviam corrido. Depois de muita discursão:

-Acho melhor a gente voltar- Sugeriu Henrique.

-Eles já devem estar procurando a gente!-Revidou Caio.

-Idiotas. Eu não vou ficar aqui sem fazer nada- Disse Alexandre num tom de raiva.

-Mas, aonde você vai?- Perguntou Lucas.

-Não te interessa, quatro olhos!-Respondeu arrogantemente para Lucas.

-Grosso. Eu não to nem aí pra você- Respondeu Lucas virando o rosto para o resto da equipe.

Foi quando se tocaram para a situação em que estavam. Estavam de mãos vazias, a não ser pelo fato de terem uma bússola, uma máquina fotográfica, o mapa, duas lanternas, um cantil de água de cada um, um caderninho e o Livro, além da bolsa de Trielle que só tinha algumas bolachas e um pacote de salgadinhos. Estavam decepcionados até porque Alexandre era o único que estava com a bolsa e os equipamentos completo. Então, depois de esperar muito, Caio impaciente implicou:

-Ah, estamos perdidos mesmo!

sábado, 2 de julho de 2011

Capítulo 4: O outro lado da Floresta. (Parte II)

-Ai, Caio.

-O que aconteceu?

-Eu estava ali no acampamento quando eu ouvi pessoas e passos e quando eu fui verificar eu esbarrei com ela.

-Me desculpa, eu estava correndo - Desculpou-se Trielle.

-Espera. Você é o mesmo Caio do grupo 2?-Perguntou George.

-Sim. Sou eu e minha equipe está bem ali. Por que estavam correndo?

-Assim. A gente tava andando na floresta e então, nós ouvimos um barulho muito esquisito e depois um grito de dor. Então a gente começou a correr-Explicou Trielle

-Ah, saquei. O grito é porque D.J pisou em um formigueiro - Disse Caio.

Então George e sua turma foram ao encontro do outro grupo de excursão. Avistaram uma mulher bonita com cabelos pretos e longos. Assim que a avistou, George se apresentou.

-Olá, meu nome é Morge, quer dizer George.

-Ih, já vi que ele ta caidinho por ela - Cochichou Jeroan a Henrique.

-Ah, sim. George da equipe 1. Prazer em te conhecer, sou Mariana, a líder da equipe 2. Vejo que seu grupo é bem animado. Como se chama garotos?

-Sou Lucas. O Mega Inteligente-Disse Lucas se gabando.

-Sou Trielle, a controladora-Disse ela dando um tapa em Lucas.

-Sou Henrique, o conquistados.

-Sou Jeroan, o oponente-Disse Jeroan lançando um olhar rival a Henrique.

-Me chamo Ivo o...

-HIPERATIVO!-Gritou todos inclusive George em um tom hilariante, o que causou uma boa impressão a Mariana.

-Agora deixa eu apresentar minha turma. Venha aqui pessoal-Disse Mariana chamando seu grupo - Apresentem-se.

-Sou Caio, o ganhador.

-Oi, sou Sthefany.

-Sou Thaynara.

-Eaew, sou D.J.

-Meu nome é Emily.

-E aquele ali, Mariana?- Perguntou Lucas.

-Aquele é Alexandre, cá entre nós, ele não é muito amigável, não fala com ninguém - Disse Mariana apontando a Alexandre. Mas quando Lucas viu seu rosto, lembrou-se que era. O mesmo que esbarrou com ele no porto de Salvador. Agora podia olhar seu rosto. Era um garoto branco em pele alva com cabelos lisos e escuros, que, mesmo de longe, lançou um olhar desprezível a todos, com “cara de poucos amigos”. Lucas sentiu como se aquilo fosse um incômodo para si.

Todos passaram um bom tempo conversando e George e Mariana, discutindo para onde eles iriam, mas George, com certeza não estava prestando a atenção totalmente a o que estava discutindo, pois estava com um olhar de mula do quão apaixonado estava.

...

-Por favor, não vamos mais causar problemas aos nativos! Vamos embora!

-Besteira! Há muita coisa para se pegar aqui! Ou você está com nós ou contra nós!

Lucas acorda. Teve um sonho muito estranho. Um tripulante rogando a outro provavelmente o capitão da embarcação que saíssem do lugar. Simples sonho, ou breve aviso?