-Está sedo muito precipitado Caio!-Disse Henrique com um sorriso por estar olhando por dentro da mata- Venham cá!
Henrique estava com um imenso sorriso no rosto chamando os amigos para olharem o que ele tanto via admirado. Não demorou muito para que eles ficassem admirados também. Apesar de perdidos, tiveram a oportunidade de ver o próximo passo de sua jornada na ilha: As ruínas. Ficaram maravilhados com o grande número de esculturas, cabanas e pinturas. Era realmente lindo. Mais à frente, havia uma construção grande, um templo, deduzido por Trielle. Resolveram entrar. Trielle como sempre, estava tirando fotos de todos os detalhes que via. Á frente, encontraram um pequeno pilar e em cima dele havia um encaixe na forma de uma pedra na
forma quadrada. Mais à frente, havia esculturas de rostos nas paredes. Os passos vagarosos dos adolescentes mostravam o silêncio mortal que aquela sala podia trazer, pois de repente, flechas muito afiadas começaram a sair das bocas das esculturas, tais delas quase acertaram Trielle, Thaynara e Sthefany, mas estas foram salvas por Caio, Henrique e Jeroan. Mais à frente havia uma colméia de abelhas extremamente perigosas. Henrique e Caio, travessos resolveram derruba-lo:
-Eu acho que não é uma boa idéia-alertava Lucas. Tarde de mais. Assim que terminou de falar, os garotos derrubaram a colméia, deixando as abelhas furiosas que começaram a voar em direção à todos eles que correram para fora do templo. Achavam que iam morrer cheios de picadas de abelhas. Por sorte deles, havia um rio onde todos pularam exceto Lucas que havia tropeçado antes de cair. Achou que era o fim. Porém, quando as abelhas se aproximaram dele, imediatamente se repeliram dele e fugiram. Lucas ficou encucado. O que aconteceu?
-Lucas, você morreu?- Perguntou Henrique ainda dentro do rio juntamente aos outros.
-Não! Mas quase morri. Achei estranho, as abelhas iam me atacar, mas, de repente elas fugiram.
-Ah que bom-Disse Caio irônico.
-Mas isso não teria acontecido se vocês dois irresponsáveis não tivessem feito essa travessura perigosa. Isso quase me matou sabiam?-Bla, bla, bla. Seguiu ainda um bom tempo até que Lucas parasse de falar. Ele reclamava e brigava, mas Henrique e Caio fingiam nem ouvir, e enquanto isso, o resto da turminha ria com vontade. Voltaram a andar. A caminhada foi pouca, não andaram muito, pois, o pôr-do-sol estava chegando. Todos estavam preocupados. Como iriam se sustentar num momento daqueles? Restava improvisar, a única solução para aquele momento. Todos foram buscar lenha para fazer fogueira. Depois de muita madeira, era a hora de encontrar comida. Jeroan e Sthefany ficaram para acender
a fogueira. Jeroan não parava de olhar para a garota. Ela era linda. Resolveu puxar conversa pois o silêncio o matava:
-Bom, você é de Santana do Ipanema, é?
-Sim. Nasci lá, e moro lá até hoje.
-Você é amiga de Caio?
-Sim, conheço ele desde que nasci.
-São namorados?
-Não! Só amigos- Respondendo ela a Jeroan que deu um sopro de alívio que, apesar de silencioso, não passou despercebido pela garota. Jeroan estava em pé, estava rasgando algumas folhas do caderno de Lucas olhando para os lados, pois, se o don soubesse disto, sabia lá o que faria com o coitado. De repente, Jeroan deixou cair o esqueiro, e ambos os adolescentes se abaixaram para pega-lo, e isso ocasionou a aproximação de seus rostos. Depois de cinco segundos se encarando, Jeroan aproximou-se mais de Sthefany e seus lábios se tocaram. Jeroan caprichou no beijo para não sair mal “na foto”. Lucas e Henrique, que voltavam da procura pelos alimentos, tiveram ainda a oportunidade de presenciar o “finalzinho” do beijo.
-Eu não disse que era uma boa idéia deixa-los sozinhos?-Disse Lucas sorrindo- Agora me pague!
-Droga-Resmungou Henrique tirando dois reais do bolso. Porém depois sorriu para o amigo que estava no beijo, porém frustrado, pois ainda não havia conquistado o coração da sua amada.
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