sexta-feira, 15 de julho de 2011

Capítulo 6: Surpresas! (Parte III)

-É-é que eu g-gosto muito de...

-Thaynara?

-Como você sabe?

-Bom, não dá para disfarçar os olhares apaixonados. E eu aposto que Caio e Trielle também estão dando algumas fisgadas. Mas diga. Qual é o pró?

-Bom, é que eu gosto muito dela, mas ela não dá a mínima para mim.

-Bem, ninguém pode obrigar ninguém a gostar de ninguém, mas você pode tentar.

-Como, impressionando ela?

-Não. Olha, se ela não gosta de você, não vai adiantar de nada.

-Então o que eu faço?

-Seja você mesmo!-Estas foram as últimas palavras de Jeroan antes de se levantar para dar uma olhada para ver se os seus amigos estavam chegando. Esta conversa deixou Henrique muito pensativo.

Depois que o resto da turma chegou, todos montaram a fogueira e comeram. A situação estava difícil, uma refeição por dia não estava fazendo bem aos garotos. Então, combinaram de andar o máximo para chegar ao local das corridas o mais rápido possível. O dia virou. Todos, exaustos foram dormir. O chão era duro, então improvisaram uma “caminha” de folhas. Deitaram-se cedo e muitos pegaram no sono rápido.

0h20min. Lucas não conseguia dormir. Alguma coisa estava incomodando-o. Então, o garoto resolveu levantar-se e explorar um pouco a caverna. Pegou uma lanterna e ligou andando em direção ao fundo da gruta. A caverna possuía um chão encharcado, como se tivesse chovido ali. Andando, ele escutou uma voz:

-Andando sozinho Lucas?-Alguém falou algo.

-Trielle? Também não consegue dormir?

-É. Esse dia dormindo, me fez perder o sono. Mas, venha aqui. Eu estava andando pela caverna e encontrei uma coisa que você precisa ver!-Trielle levou Lucas para o fim da caverna. Lá, no fim, havia uma parede. Mas não uma parede comum. Havia pinturas rupestres. Era uma verdadeira chave para o mistério da ilha. Havia uma representação nos desenho. Estavam ordenados de cima a baixo. Primeiro, havia um casal, e um deles estava com uma criança nos braços. Provavelmente o início. Logo após, uma gigante aglomeração de pessoas. A família havia crescido. Depois, o desenho de navios chegando à baía, ou seja, um grande mistério para os nativos. E por fim, o desenho trágico de uma guerra com violência e muitos mortos. Lucas estava impressionado.

- É bonito, mas, triste. Tem mais por trás disto. Sabe Trícia, sinto que este livro tem muita coisa a resolver com a ilha. Já conversei com George, e disseram que reviraram esta ilha de cabeça para baixo e não encontraram nada muito suspeito. Por que isso só está aparecendo agora? Deve ter algo aqui que explique tudo. Precisamos encontrar aquela flor!

-Olha, eu também acho que tudo que está acontecendo tem alguma coisa a ver com o livro, é óbvio: a névoa, o livro, o templo. Mas, não se preocupe, vamos encontrar a flor rapidinho, você vai ver!-Disse Trielle animando o amigo. Isso fez com que o desejo de Lucas por resolver esse mistério reascendesse apesar dos problemas. Trielle, apesar de ter animado o amigo, estava um pouco triste e confusa por vários motivos. Enfim, após essa enriquecedora descoberta, os amigos Lucas e Trielle conseguiram ter uma boa noite de sono.

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