-Ah não... - Trielle imediatamente alterou sua face. De uma face de alegria, o rosto se tornou algo melancólico. Estava triste. Alguns já captaram a mensagem. Mas Lucas não estava acreditando:
-O que foi Trícia?
-Bem... A gente... Perdeu de novo – Todos também se entristeceram. Não ficaram muito tristes pelo fato de aquela cena se repetir por muitos meses de espera.
-Bom, aos ganhadores da excursão, parabéns! Em sua cidade, peguem suas passagens, no ponto mais próximo da “Viagem de Sorte” e uma boa jornada no arquipélago!
Mais uma derrota. Saíram desanimados do quarto e foram em direção à sala de estar onde se jogaram em um sofá. Não disseram uma palavra. Aquilo pareceu apagar o fogo em que eles estavam sentindo. Mas estava tudo bem. Enquanto houvesse novas oportunidades, nunca iriam desistir. Ivo resolveu se levantar do sofá. Foi para a cozinha pegar um recipiente de água, pois estava morto de sede. Pegou a garrafa e, assim que fechou a porta da cozinha, foi surpreendido por sua mãe:
-E então Ivinho? Ganhou?
Ivo prendeu-se para não falar. Achava que, pela sua expressão de “olha como eu tô rindo”, podia já representar o resultado daquele sorteio. Ficou em silêncio. Apenas encarou sua mãe com um olhar entristecido. D. Márcia olhou o filho e o com pena percebeu seu desânimo. Mas o brilho nos seus olhos não se conteve. Começou a interrogar seu filho:
-Ivo, por que você gostaria de ir a esta viagem?
-Mãe, olha... Quem gostaria de ir mesmo para essa excursão é Lucas, mas isso não quer dizer que eu não queira também. Eu queria mesmo era mostrar que eu posso ajudar o Quinteto. Me sinto às vezes, tão inútil.
-Você não é! – Ela segurou-o pelos ombros – Todos são importantes em uma equipe. Você não é inútil! - Ela larga seus ombros e suspira - Se você viajar, me prometa que vai ajudar no que puder?
-Sim, mãe. Eu faria qualquer coisa para ajudar o Quinteto. Mas... Por que está me perguntando isso?
Sua mãe abre a palma da sua mão e revela algo que deixa Ivo assustado. Uma ficha da promoção “Viagem de Sorte”. Ele franze a testa e olha para a mãe. Por um tempo permaneceu assim. Até que sua face se alterou novamente. Um sorriso que ia de um lado ao outro da face se mostrou. Ele imediatamente pergunta:
-E-esse é...
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